Economia & Mercado
Publicado em 11/07/2025, às 11h11 - Atualizado às 11h12 Divulgação / Braskem Yuri Pastori
A Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB) defendeu a negociação e o diálogo para preservar a relação comercial com os Estados Unidos e considera preocupante o recente anúncio de elevação das tarifas incidentes sobre os produtos brasileiros pelos Estados Unidos a partir de 1º de agosto.
Segundo a Federação, a medida pode afetar a indústria baiana em segmentos como os de celulose e petroquímica, bem como a exportação de produtos como manteiga e líquor de cacau e pneus.
Os Estados Unidos são o terceiro destino das exportações baianas. No primeiro semestre deste ano, o volume de produtos enviados para lá representou 8,3% do total, uma queda de 1,2% em comparação com o primeiro semestre de 2024.
Trata-se de um montante de US$ 440 milhões, de um total de US$ 5,1 bilhões exportados pela Bahia, e que representa aproximadamente 1% do PIB da Bahia", destacou a FIEB.
A indústria é o principal exportador da Bahia para o mercado americano. São cerca de US$ 399 milhões movimentados, o equivalente a 90,6% das vendas e 12% de todas as exportações da indústria do estado.
Reunião da FIEB com governador da Bahia
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), saiu em defesa do setor produtivo, na última quinta-feira (10), e disse que enviou uma mensagem para o presidente da FIEB, Carlos Henrique Passos, com quem pretende realizar uma reunião na próxima semana para discutir os impactos no setor produtivo da Bahia.
Essas taxas poderão inviabilizar a exportação, por exemplo, de carnes brasileiras para os Estados Unidos. Quem já tem um contrato vai saber que vai ser muito difícil manter e quem está montando o contrato vai ter que refazer por conta da elevação das tarifas. Já pedi que minha equipe fizesse um levantamento de quais são os setores que serão prejudicados. Nós exportamos grãos, algodão, frutas", pontuou.
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