Política

Jerônimo faz reunião com a FIEB para discutir os impactos do tarifaço de Trump nas exportações baianas

Devid Santana / BNews
Jerônimo destaca a necessidade de avaliar os danos das novas tarifas no setor produtivo  |   Bnews - Divulgação Devid Santana / BNews

Publicado em 10/07/2025, às 12h27 - Atualizado às 12h29   Daniel Serrano e Yuri Pastori



O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), avaliou, durante entrega de viaturas para a Polícia Militar (PM), na Baixa do Bonfim, na manhã desta quinta-feira (10), em Salvador, os impactos para o setor produtivo do tarifaço de 50% imposto aos produtos exportados do Brasil pelo presidente dos EUA, Donald Trump.  

O setor produtivo não pode pagar essa conta. A política não pode atrapalhar o setor produtivo. Na medida em que um presidente escreve uma carta, dizendo que não concorda com o procedimento jurídico do Estado, que não é dele, ele quebra a soberania de um país. Isso é muita irresponsabilidade", afirmou.

Jerônimo prestou solidariedade ao presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O governador elogiou a "postura adequada e firme" dele ao devolver a carta à Embaixada dos EUA.

Impactos no setor produtivo da Bahia

Jerônimo Rodrigues contou aos jornalistas que enviou uma mensagem para o presidente da Federação das Indústrias da Bahia (FIEB), Carlos Henrique Passos, para realizar uma reunião na próxima semana e discutir com o gestor da entidade os impactos no setor produtivo da Bahia.

Eu quero segunda-feira, hoje já é quinta, eu viajo a Barreiras, vou para um evento do Cacau lá hoje à noite. Amanhã eu estarei em Antas e quero pedir uma agenda, uma reunião com o presidente da Federação das Indústrias para a gente poder na segunda-feira, no máximo terça, avaliar o impacto que isso pode causar. Essas taxas poderão inviabilizar a exportação, por exemplo, de carnes brasileiras para os Estados Unidos", disse.

"Quem já tem um contrato vai saber que vai ser muito difícil manter e quem está montando o contrato vai ter que refazer por conta da elevação das tarifas. Já pedi que minha equipe, ontem à noite, fizesse um levantamento de quais são os setores que serão prejudicados. Nós exportamos grãos, algodão, frutas. Então, não dá para a gente imaginar onde é que rebaterão as tarifas, o que é que impacta isso na economia baiana", concluiu o petista.

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