Economia & Mercado
Publicado em 02/12/2025, às 10h19 Divulgação / Freepik Vagner Ferreira
O México pretende elevar as tarifas nas importações em quase mil produtos e o Brasil deve ficar entre os mais afetados, com oscilação em 232 itens, movimentando um total médio de US$ 1,7 bilhão em exportações em 2024, ou seja, 14,7% dos US$ 11,7 bilhões vendidos aos mexicanos no ano passado, conforme aponta a Confederação Nacional da Indústria (CNI).
De acordo com o jornal O Globo, o ajuste já é considerado expressivo, com 67,6% sendo direcionado a bens intermediários. Como consequência, os custos de manufaturas devem disparar e a competitividade para as exportações brasileiras deve conter baixa, sobretudo em setores como veículos automotores, químicos, metalurgia, borracha e plásticos.
Os cinco países mais afetados pelo tarifaço são:
Alguns países ficarão de fora das novas tarifas por contarem com acordos de livre comércio já vigentes com o México. São eles: Estados Unidos, União Europeia, Japão, Canadá e Vietnã.
A proposta faz parte da nova política industrial da presidente Claudia Sheinbaum e ainda está em análise no Legislativo mexicano. O pacote pode elevar a tarifa média de 16,1% para 33,8%, podendo chegar a 50% em alguns casos. Embora o governo mexicano afirme que a medida está dentro das regras legais e não altera acordos existentes, o aumento dos custos deve impactar diretamente setores da indústria brasileira que fornecem insumos ao México.
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