Economia & Mercado

Vendas do varejo baiano recuam; veja números

Apesar da queda mensal, o varejo baiano teve crescimento de 0,6% em relação ao ano anterior  |  Foto: Jean Vagner/SEI

Publicado em 27/06/2026, às 09h35   Foto: Jean Vagner/SEI   Lucas Pacheco

Dados divulgados pela Pesquisa Mensal de Comércio (PMC/IBGE) e analisados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI) em junho apontam que as vendas do comércio varejista baiano recuaram 1,5% em abril de 2026, em relação à março, acompanhando a taxa do cenário nacional (-1,5%). Na comparação com o mesmo mês de 2025, as vendas na Bahia cresceram 0,6%, mantendo ritmo de alta pelo décimo terceiro mês consecutivo.

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Embora o acumulado dos últimos 12 meses mostre que a Bahia e o Brasil registraram crescimento de 3,6% e 1,5%, respectivamente, o recuo das vendas no sazonal pode estar relacionado aos efeitos da inflação, já que os grupos que mais influenciaram nos preços foram Alimentos (1,01%) e Habitação (1,50%). O segmento de alimentação registrou um alívio no aumento dos preços, vez que no mês anterior ele havia exercido forte influência.

No comparativo com 2025, o crescimento das vendas pode ser atribuído ao consumo das famílias, principalmente em bens essenciais, favorecido pelo mercado de trabalho relativamente aquecido e de ganhos reais de renda. O aumento verificado foi resultado do comportamento prioritariamente dos segmentos de Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, seguido por Móveis e eletrodomésticos.

Negativo

Dentre as contribuições em baixa, na comparação mensal, destaca-se o comportamento de combustíveis e lubrificantes e Outros artigos de uso pessoal e doméstico, por conta dos impactos da guerra no Oriente Médio, e da influência dos feriados de abril, Semana Santa e Tiradentes, que alteraram o calendário de compras.

O comércio varejista ampliado, que inclui as atividades do varejo restrito e também Veículos, motocicletas, partes e peças, materiais de construção e atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo, registrou recuo ns vendas de 1,8%, em relação ao mês imediatamente anterior. 

O indicador no ampliado foi influenciado pelas vendas no restrito, mas também pela atividade de atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo (8,5%), seguido por veículos, motocicletas, partes e peças (3,0%). Já materiais de construção recuaram suas vendas em 8,6%

Em relação aos carros, o programa federal “Carro Sustentável” teve importante papel no crescimento dessas vendas, com redução ou retirada do IPI para veículos compactos, econômicos e menos poluentes produzidos no Brasil.

Classificação Indicativa: Livre


TagsVarejovendasalimentosbebidasbensatacado

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