Economia & Mercado
Publicado em 25/08/2026, às 17h19 Divulgação/Volkswagen Antonio Dilson Neto
A Volkswagen pode fechar quatro fábricas na Alemanha e cortar até 100 mil postos de trabalho em todo o mundo como parte de uma das maiores reestruturações de sua história. O plano da montadora provocou reação dos trabalhadores e colocou a direção da empresa em uma negociação tensa com os sindicatos.
As unidades ameaçadas são as fábricas de Zwickau, Emden e Hannover, além da planta da Audiem Neckarsulm. A decisão ainda depende das negociações com o conselho fiscal e com os representantes dos trabalhadores.
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O grupo pretende reduzir os custos em 11 bilhões de euros, cerca de R$ 64 bilhões, segundo declarações do CEO Oliver Blume em entrevista ao site alemão Der Spiegel. A meta representa uma redução de aproximadamente 20% nas despesas e inclui mudanças profundas na estrutura de produção.
O cenário mais delicado está em Zwickau, uma das principais unidades da Volkswagen para a fabricação de carros elétricos. Atualmente, a fábrica opera com cerca de 88% de sua capacidade, mas a previsão é de que esse índice caia para apenas 42% até 2030.
A queda na utilização da capacidade produtiva é um dos principais argumentos utilizados pela direção para defender a reestruturação.
A montadora enfrenta uma combinação de problemas no mercado europeu. Entre os principais fatores estão os altos custos de produção na Alemanha, a desaceleração das vendas de carros elétricos e o avanço da concorrência chinesa.
A direção da empresa afirma que a redução da capacidade ociosa e os cortes de custos são necessários para garantir a sustentabilidade do grupo no longo prazo.
Os sindicatos, porém, resistem ao plano. Os trabalhadores cobram o cumprimento de um acordo anterior que previa a manutenção das fábricas da Volkswagen na Alemanha e a tensão chegou à sede da montadora, em Wolfsburg, onde trabalhadores realizaram protestos contra os possíveis fechamentos e cortes.
Apesar da dimensão global do plano, as medidas de redução de custos previstas para a Europa não devem afetar as operações da Volkswagen no Brasil.
A estratégia também envolve as marcas Volkswagen, Audi e Porsche, que fazem parte do grupo. A empresa ainda precisa avançar nas negociações antes de definir quais unidades serão efetivamente fechadas e qual será o impacto final sobre os trabalhadores.
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