Uma resolução do Ministério da Educação (MEC) publicada na edição de quarta-feira (18), no Diário Oficial da União, proibiu quatro universidades particulares de Salvador de abrir processo seletivo para alguns cursos no próximo ano.
Segundo o MEC, há uma lista de cursos superiores que não alcançaram resultados satisfatórios no Conceito Preliminar de Curso (CPC) de 2008 e de 2011. A medida afetou os cursos da Unibahia, Unifacs, Área 1 e Hélio Rocha. “Em nossa instituição apenas o curso de sistema da informação foi prejudicado. Estamos mudando de administração e uma nova comissão foi convocada para avaliar e atender as exigências do MEC”, assegura a coordenadora da Hélio Rocha, Fernanda Nemeri.
Curso de Sistema da Informação da Hélio Rocha é considerado insuficiente
A medida do MEC se deu por conta das notas insuficientes no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade). Além das quatro universidades particulares, as públicas Federal (UFBA) e do Recôncavo (UFRB), também não poderão expandir a quantidade de vagas de alguns cursos.
Em contato com o Bocão News, a assessoria de comunicação da Área 1 informou que as medidas provisórias do MEC não coprometem o desempenho dos alunos e que já antecipou uma série de ações para mudar a situação. Já as faculdades Unibahia, Unifacs e Ucsal não atenderam as ligações da reportagem.
Confira lista completa de cursos com vestibular suspenso nas particulares:
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Unifacs: Engenharia Eletrônica e Civil
Hélio Rocha: Sistema da Informação
Área 1: Engenharia Eletrônica, de produção e computação
UCSAL: Letras, Música e Educação Física
Arbitrariedade
Para o jornal A Tarde, o presidente da Associação Baiana de Mantenedoras do Ensino Superior (Abames), Carlos Joel Pereira, considerou a medida adotada pelo MEC arbitrária e ilegal. "Essa decisão fere a Constituição Federal. Ninguém pode ser punido sem ter direito de defesa. Além disso, as notas do Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes) não são suficientes para avaliar a qualidade de uma instituição", afirmou.
Por meio de nota, a Universidade Federal da Bahia informou que uma comissão será encaminha para as faculdades onde os cursos foram classificados como “abaixo da média” até janeiro de 2013.Veja nota oficial da Área 1
A Faculdade ÁREA1 esclarece que as medidas adotadas hoje pelo Ministério da
Educação (MEC) em relação aos cursos de Engenharia de Computação, Elétrica e
Produção, não terão impacto negativo sobre no dia a dia dos cursos, que continuam
normalmente e se beneficiarão dos novos investimentos previstos para 2013.
As medidas anunciadas pelo MEC são provisórias, conforme a análise do plano de
qualidade acadêmica de cada instituição. O único impacto para a ÁREA1, no curto
prazo, será relacionado ao impedimento de novos ingressos a partir dessa data, não
havendo prejuízo aos alunos já matriculados e veteranos. A medida do MEC estará em
vigor até que seja designada uma comissão e verifique in loco a qualidade das
condições de oferta dos cursos.
No nosso caso, a faculdade já se antecipou e elaborou uma série de ações com
relação aos cursos em questão. Além disso, já estamos prontos para informar ao
Ministério sobre o plano de investimentos previsto para 2013.
A ÁREA1 ressalta ainda que está preparada para receber a comissão de avaliação do
MEC e compartilhar todos os detalhes relacionados ao plano de qualidade acadêmica
de seus cursos.
É importante destacar que a maioria dos cursos da faculdade melhorou sua taxa de
acerto nas questões do ENADE, principal indicador de medição do desempenho dos
alunos. Além disso, a ÁREA1 recebeu excelente avaliação dos alunos em relação a
seus laboratórios e equipamentos e a seus planos de ensino. Quando avaliados pelas
comissões do MEC, vários de nossos cursos, como os de Engenharia Química,
Ambiental e Civil, apresentaram conceitos 5 ou 4, os mais elevados concedidos.
Apesar desses resultados positivos – que dão à ÁREA1, em alguns casos, desempenho
superior ao de instituições públicas no estado, o indicador final do IGC 2011 (levado
em consideração pelo MEC para definir as medidas anunciadas) não refletiu o efetivo
nível acadêmico de nossos cursos. Isso ocorreu por conta de uma série de
características da metodologia de cálculo adotada pelo ministério, que impacta
aquelas faculdades dedicadas a áreas específicas (como Engenharia) e que adotam
políticas de compartilhamento de professores em seus cursos, caso da ÁREA1.
*Matéria publicada originalmente às 10h10 do dia 20/12.
Classificação Indicativa: Livre