Educação

Entenda por que a coreia do sul levou a rivalidade nas salas de aula ao extremo

O CSAT, comparado ao ENEM, causa impacto em todo o país, com voos suspensos e trânsito controlado no dia da prova  |  Foto: Reprodução

Publicado em 16/06/2025, às 18h57   Foto: Reprodução   Dan Gama

A intensa competição nas salas de aula da Coreia do Sul levou 84% das crianças e adolescentes a frequentarem hagwons – cursos particulares após a escola – numa tentativa de ganhar vantagem no vestibular nacional, conhecido como CSAT ou “Suneung”. 

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O exame, comparado ao nosso ENEM, é tão decisivo que, no dia da prova, o país inteiro para: voos são suspensos, o trânsito é controlado e até a bolsa de valores abre mais tarde. Essas provas são conhecidas por incluir “questões assassinas”, com problemas avançados que muitas vezes estão além do currículo escolar e geram ansiedade nos estudantes

A indústria dos cursos privados é gigantesca: os sul-coreanos gastaram cerca de 26 trilhões de won (aproximadamente R$ 95 bilhões) em 2022, o equivalente ao PIB de países como Haiti e Islândia. Cada aluno investe, em média, mil dólares por mês com reforços. 

Mas especialistas alertam: essas medidas ainda são insuficientes. A cultura de reforços continua forte, e apenas quem tem dinheiro tende a garantir vaga nas universidades de prestígio. 

Contexto histórico 

A obsessão pela educação é um traço cultural profundamente enraizado. Desde os anos 1960, após a Guerra da Coreia, o país investiu pesadamente na educação pública, alcançando um dos melhores desempenhos no PISA. Isso foi fundamental para o crescimento econômico e a formação de uma força de trabalho altamente qualificada. 

Dados 

No ano de 2017, o Instituto Coreano de Cuidado e Educação Infantil publicou um relatório que indicava que 35,5% das crianças de dois anos e 83,6% das de cinco anos frequentavam academias privadas. Sob esse conceito, estavam incluídos tanto os hagwons tradicionais quanto creches, jardins de infância ou formações realizadas em casa, presencialmente ou online. 

Ainda que o estudo já possua muitos anos, costuma-se estimar que cerca de 80% dos estudantes sul-coreanos frequentam hagwons ou “escolas intensivas”. 

Classificação Indicativa: Livre


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