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por Leonardo Oliveira
Publicado em 01/08/2026, às 19h40 - Atualizado às 20h01
Em nota divulgada neste sábado (1º), a Federação Nacional do Culto Afro Brasileiro (FENACAB) repudiou a entrada de policiais militares e de uma equipe de televisão, na última sexta-feira (31), ao Ilê Axé Opô Aganjú, em Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador, durante uma operação. De acordo com a organização, trata-se de uma invasão a um espaço sagrado em um caso que expõe uma grave violação de direitos.
Na nota, assinada pelo presidente nacional Aristides Mascarenhas, a FENACAB afirmou que atua há 80 anos na defesa e valorização do culto afro-brasileiro e disse que o terreiro, conduzido pelo Babalorixá Balbino Daniel de Paula, conhecido como Obarayn, foi alvo de uma ação “truculenta, áspera e ilegal”.
“Utilizamos da presente para externar nosso repúdio ao ato absurdo de invasão ao Ilê Axé Opô Aganjú”, diz o texto. A federação afirma ainda que os policiais teriam entrado no local “sem ordem judicial e/ou autorização da direção do terreiro”.
A entidade também criticou a presença de uma equipe da TV no episódio, dizendo que a exposição do caso na mídia “maculou ainda mais a imagem do terreiro”. Segundo a FENACAB, o espaço é tombado pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC-BA), o que reforçaria a necessidade de respeito e proteção ao local.
“Salientamos que estamos unidos ao Ilê Axé Opô Aganjú no sentido de cobrarmos as providências cabíveis imediatamente”, declarou a federação. No texto, a entidade ainda afirmou repudiar com veemência as atitudes e disse aguardar punição aos responsáveis. Confira a nota de repúdio na íntegra:
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