Eleições
Publicado em 09/09/2018, às 18h00 Ricardo Stuckert Redação BNews
Um dia depois do ataque a Jair Bolsonaro, o PT triplicou o número de seguranças que acompanham o ex-prefeito Fernando Haddad nas atividades de campanha.
Na manhã e tarde deste sábado, seis seguranças o acompanharam durante corpo-a-corpo no extremo Sul de São Paulo, em vez da habitual equipe de dois homens, informa reportagem da Folha de São Paulo.
Na hora do almoço, por exemplo, um agente foi sentado com espaldar da cadeira rente à de Haddad, enquanto outro segurança permanecia de pé ao lado da mesa onde estavam o ex-prefeito e seus apoiadores.
Na visita a uma comunidade no bairro do Grajaú, o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, cobrou de um segurança maior agilidade no cerco a Haddad. Ao ouvir que a região era de simpatizantes do PT, Okamotto argumentou:
“Todos que estavam lá também eram do Bolsonaro”, disse Okamotto, em alusão ao momento em que o capitão foi esfaqueado.
Um oficial do 50 BPM apresentou-se ao candidato afirmando que haveria temor de retaliações após o atentado a Bolsonaro.
Haddad disse que não temia retaliação por não ter nada a ver com o PT. Em entrevista, Haddad afirmou que, diferentemente de alguns adversários cuja estratégia consistia em desbotar Bolsonaro, não haverá desvios no rumo de sua campanha, especialmente em rádio e TV.