Entretenimento

BBB 26: Equipe de Sister denuncia ataques de ódio e ameaças de morte nas redes sociais

A equipe da participante emitiu uma nota para denunciar o caso contra a sister  |  Reprodução / Globo

Publicado em 25/03/2026, às 20h44   Reprodução / Globo   Andreza Oliveira

A equipe da participante Samira Sagr, do BBB 26, usou as redes sociais nesta quarta-feira (25) para fazer um pronunciamento oficial depois da gaúcha ser alvo de ataques em uma transmissão ao vivo no X. De acordo com o texto, as falas continham até desejo de morte. 


“Registramos que a esmagadora maioria dos ataques partiu de mulheres contra outra mulher. A violência psicológica praticada por mulheres contra outras mulheres também encontra amparo protetivo na Lei Maria da Penha quando praticada em contexto de constrangimento, humilhação e ameaça, independentemente do vínculo entre as partes”, escreveram. 

Siga o BNews no Google e receba as principais notícias no seu celular


Leia a nota: 


“Na madrugada desta quarta-feira, Samira foi alvo de ataques graves e coordenados em uma transmissão ao vivo no X (antigo Twitter). As mensagens incluíram ameaças e votos de morte, condutas que não configuram mera “opinião” ou “crítica”, mas atos com tipificação legal clara no ordenamento jurídico brasileiro.

Desejar a morte de alguém publicamente configura crime de ameaça (art. 147 do Código Penal). Mensagens com conteúdo de ódio reiterado e coordenado podem caracterizar perseguição (art. 147-A do CP). Ambos são crimes com pena de detenção e sujeitos a registro de boletim de ocorrência.

Registramos que a esmagadora maioria dos ataques partiu de mulheres contra outra mulher. A violência psicológica praticada por mulheres contra outras mulheres também encontra amparo protetivo na Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006) quando praticada em contexto de constrangimento, humilhação e ameaça, independentemente do vínculo entre as partes.

Não importa o contexto de um jogo, uma disputa de torcidas ou qualquer outra justificativa: a internet não é território sem lei. Plataformas digitais estão sujeitas ao Marco Civil da Internet (Lei 12.965/2014) e ao ordenamento penal brasileiro, que responsabilizam tanto os autores das publicações quanto as plataformas que, notificadas, se omitem na remoção de conteúdo ilícito.

As publicações estão sendo documentadas. A equipe jurídica de Samira está tomando as providências cabíveis, incluindo a preservação de evidências digitais para eventual responsabilização civil e criminal dos autores identificáveis.

Dirigimos um pedido objetivo, claro e explícito às administradoras dos perfis das participantes, cujas torcidas estiveram envolvidas nesses ataques. O silêncio diante de ameaças de morte não é neutralidade, é omissão. Cabe a quem tem voz pública e influência sobre essas comunidades estabelecer limites com clareza e responsabilidade. Temos convicção de que as participantes em questão não compactuam com esse tipo de comportamento, e esperamos que isso seja dito com a mesma clareza.

Samira segue firme.

E seguirá tendo toda a proteção que a lei oferece”.

Classificação Indicativa: Livre


TagsviolênciamortemulheresplataformasinternettransmissãoproteçãoataquesameaçaLei Maria da Penhacódigo penalperseguiçãomarco civilcomunidadesevidênciaspsicológicaresponsabilizaçãoxBbb 26Samira Sagr

Leia também


Pedro do BBB 26 aparece pela primeira vez nas redes sociais após ser internado em clínica psiquiátrica; veja


Perdeu tudo? Ex-cantora de arrocha Nara Costa revela que enfrentou dificuldade financeira: "Deus disse que tiraria tudo"