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Publicado em 07/04/2026, às 07h50 Divulgação Tiago Di Araújo
O cantor Amado Batista passou a integrar a chamada “lista suja” do trabalho escravo, atualizada pelo Governo Federal e divulgada nesta semana pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). As informações foram reveladas pelo colunista Leonardo Sakamoto, do portal UOL.
A inclusão ocorre após fiscalizações realizadas em 2024, no estado de Goiás, relacionadas a atividades agrícolas. De acordo com os dados oficiais, trabalhadores foram encontrados em condições consideradas análogas à escravidão em propriedades ligadas ao artista, incluindo áreas próprias e também arrendadas.
Ao todo, 14 pessoas foram resgatadas nas operações. Entre as irregularidades identificadas está a jornada exaustiva, com relatos de trabalhadores que iniciavam as atividades ainda de madrugada e seguiam até a noite, sem o descanso mínimo previsto na legislação trabalhista.
Até o momento, não há posicionamento público do cantor sobre o caso.
O que é a lista suja?
No Brasil, a caracterização de trabalho análogo à escravidão não se limita à restrição de liberdade. A legislação também considera como infração situações como jornadas exaustivas, condições degradantes de trabalho e servidão por dívida, que comprometem a dignidade e a saúde do trabalhador.
Criada em 2003, a chamada “lista suja” reúne empregadores responsabilizados após processos administrativos concluídos, com direito à defesa em duas instâncias. A permanência no cadastro é de, no mínimo, dois anos, podendo ser reduzida em caso de regularização junto ao governo.
Embora a inclusão não represente punição direta, o cadastro tem impacto relevante no mercado, sendo utilizado por bancos e empresas como critério para concessão de crédito e fechamento de contratos.