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Publicado em 08/05/2026, às 18h42 - Atualizado às 19h33 Reprodução/Redes sociais Antonio Dilson Neto
A atriz Luana Piovani utilizou as redes sociais nesta sexta-feira (8) para expressar indignação sobre um episódio de violência e racismo ocorrido em Salvador. O desabafo aconteceu após a repercussão do caso de Henrique Borges, de 20 anos, filho de Paulo Borges, criador da São Paulo Fashion Week.
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Piovani afirmou ter ficado "estarrecida" com a situação e trouxe uma reflexão sobre a estrutura social baiana.
"Como é que pode a Bahia, ser o estado autodeclarado mais negro desse nosso Brasil e o poder estar só nas mãos dos brancos. Eu queria entender porque que a Bahia ainda não mudou esse cenário", comentou Luana.
Na sequência, a atriz e apresentadora comentou a sensação de impunidade que parece pairar sobre casos desse tipo. "O que eu não conformo é como um homem branco se sente à vontade de agredir um menino negro num lugar negro. Ou seja, ele está certo da impunidade. Ele sabe que ele tá acima do bem e do mal por sua condição branca. O que eu fico pensando é o seguinte, até quando a Bahia vai ficar passando pano para branco, hein? Até quando?"
Me lembro que uma vez eu li um post que dizia o seguinte: 'A sorte dos brancos é que os negros não querem vingança, eles querem respeito e igualdade'. Eu acho que tá na hora de vocês quererem um pouco vingança, porque não dá.
Entenda o caso
O incidente ocorreu no dia 11 de janeiro, no Candyall Guetho Square, durante uma festa. Segundo relato de Henrique à revista Piauí, a confusão começou após um mal-entendido na área VIP envolvendo uma lata de energético que o jovem acreditava ser cortesia.
Ao tentar pegar a bebida, ele teria sido empurrado e xingado de "ladrão" e "vagabundo" pelo professor de karatê Décio Caribé de Castro Júnior.
Mesmo após pedir desculpas e tentar se afastar, Henrique afirma ter sido seguido até o banheiro, onde foi surpreendido com socos no rosto. O agressor teria continuado com os xingamentos enquanto o jovem era atingido. Seguranças e policiais militares intervieram no local, e um boletim de ocorrência foi registrado.
A defesa de Henrique Borges luta agora para que o inquérito, inicialmente registrado apenas como agressão, seja enquadrado como racismo. O argumento é que houve uma "presunção de criminalidade" imediata pelo fato de Henrique ser um homem negro.
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