Salvador
por Henrique Brinco
Publicado em 08/05/2026, às 18h13 - Atualizado às 18h19
O estudante de artes dramáticas Henrique Borges, de 20 anos, afirma ter sido vítima de agressão e racismo durante um evento no Candyall Guetho Square, em Salvador, após ser acusado de tentar furtar uma lata de energético em um camarote VIP. O caso aconteceu em janeiro deste ano e ganhou repercussão após reportagem da revista revista 'Piauí' nesta semana.
Segundo o relato, Henrique pegou uma lata de energético acreditando que as bebidas fossem oferecidas gratuitamente aos convidados do espaço. No local, o professor de karatê Décio Caribé de Castro Júnior, um dos mais renomados da cidade, passou a chamá-lo de “ladrão” e “vagabundo”. Minutos depois, o estudante foi agredido dentro do banheiro do local com socos no rosto.
Henrique registrou boletim de ocorrência por lesão corporal e passou por exame de corpo de delito. O caso, porém, não foi inicialmente tratado como racismo pela polícia, o que motivou recurso dos advogados do jovem ao Ministério Público da Bahia. A defesa pede que a investigação seja conduzida pela delegacia especializada em crimes raciais.
O professor de karatê negou motivação racista e afirmou que acreditava estar diante de uma tentativa de furto. Já os advogados de Henrique sustentam que a acusação e a violência foram motivadas por racismo estrutural.
Filho adotivo do empresário Paulo Borges, criador da São Paulo Fashion Week, Henrique afirma já ter enfrentado outros episódios de discriminação racial ao longo da vida, apesar de ter crescido em ambiente de classe alta.
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