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Denúncia pesada! Ex-funcionária de Juliano Cazarré acusa ator de assédio moral, rotina de 14 horas e salário “por fora”

Ex-funcionária que atuava como doméstica e babá dos filhos do ator afirma na Justiça que trabalhava até 14 horas por dia, recebia parte do salário sem registro e sofreu constrangimentos  |  Reprodução / TV Globo

Publicado em 25/06/2026, às 11h51   Reprodução / TV Globo   Tiago Di Araújo

O ator Juliano Cazarré passou a ser alvo de uma ação trabalhista movida por uma ex-funcionária que trabalhava como empregada doméstica e babá dos seis filhos do artista. As informações foram divulgadas com exclusividade pela coluna de Daniel Nascimento, do jornal O Dia.

Segundo a publicação, o processo foi protocolado no último dia 15 e envolve um pedido de indenização estimado em R$ 225 mil. Na ação, a trabalhadora relata que teria enfrentado uma rotina intensa na residência do ator, localizada na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro.

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De acordo com os relatos apresentados no processo, a ex-funcionária afirma que cumpria jornadas que poderiam chegar a 14 horas diárias, com atividades iniciadas às 8h e encerradas apenas por volta das 20h, além de pernoites e chamados durante a madrugada para auxiliar nos cuidados com as crianças.

A trabalhadora também alega que não havia um controle formal da jornada e que as horas extras não eram pagas corretamente. Além das funções relacionadas aos filhos do casal, ela afirma que também realizava tarefas domésticas, como limpeza da casa, lavagem de roupas e organização do imóvel.

Outro ponto citado na ação envolve a remuneração. Conforme divulgado pela coluna, a ex-funcionária afirma que recebia aproximadamente R$ 5,5 mil por mês, mas que apenas uma parte desse valor, entre R$ 2,5 mil e R$ 2,8 mil, estaria registrada em carteira. O restante, segundo ela, seria pago de forma informal.

A acusação também menciona mensagens atribuídas à esposa do ator, Leticia Cazarré, que fariam referência a uma divisão do pagamento. Em um dos trechos anexados ao processo, ela teria escrito:

“Minha contadora sugere colocarmos R$ 2.500 na carteira e R$ 3.000 livre, me complica um pouco na hora de calcular férias, mas eu vejo quando ela chegar”, segundo a ação.

A ex-funcionária ainda relata supostos episódios de assédio moral no ambiente de trabalho. Conforme a petição, a rotina teria provocado desgaste físico e emocional, com relatos de mal-estar e crises de pressão alta associadas ao estresse.

Um dos episódios descritos no processo envolve uma suposta reação alérgica. A trabalhadora afirma que, mesmo apresentando sintomas, teria sido orientada a permanecer no serviço em vez de buscar atendimento médico imediatamente.

Na Justiça, ela pede o reconhecimento de direitos trabalhistas que afirma não terem sido cumpridos, incluindo pagamento de horas extras, adicional noturno, diferenças salariais, férias, 13º salário, FGTS, aviso prévio e indenização por danos morais.

Ainda segundo a ação, o desligamento da funcionária teria ocorrido em março de 2026, após cobranças relacionadas ao pagamento de horas extras e outros direitos trabalhistas.

O caso veio à tona poucos dias após Juliano Cazarré receber a Medalha Tiradentes, uma das principais honrarias concedidas pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). A homenagem reconheceu a trajetória do ator e suas manifestações públicas relacionadas a temas como família e liberdade religiosa.

A coluna de Daniel Nascimento informou que procurou a assessoria de imprensa de Juliano Cazarré, mas não recebeu retorno até a publicação da reportagem. O espaço permanece aberto para manifestação do ator.

Classificação Indicativa: Livre


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