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DIA DO SWING: Ex-evangélica se torna dona da maior sociedade de troca de casais do Brasil; conheçla Camila Voluptas

Criada em berço religioso, sexóloga Camila Voluptas superou bloqueios de libido, transformou o casamento e hoje comanda sociedade de swing  |  Reprodução | Redes Sociais

Publicado em 10/08/2026, às 09h34   Reprodução | Redes Sociais   Tiago Di Araújo

Cercado por julgamentos morais e visões equivocadas, o universo do swing frequentemente é associado a crises conjugais ou ao iminente término de relacionamentos. No entanto, para marcar a celebração do Dia do Swing nesta segunda-feira (10), a trajetória da sexóloga Camila Voluptas traz uma perspectiva diferente: a de como a transparência no diálogo rescovou sua vida afetiva e a impulsionou a fundar a maior comunidade voltada à prática no país.

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A aproximação de Camila com o estilo de vida liberal ocorreu após um período conturbado. Vinda de uma criação evangélica e carregando traumas de um casamento anterior marcado por abusos físicos e psicológicos, ela se viu diante da perda total de libido em seu novo relacionamento.

Foi a postura acolhedora do atual companheiro que mudou o rumo da história. Em entrevista concedida ao portal Metrópoles, a sexóloga relembra o divisor de águas:

"A falta de interesse por sexo me fez questionar minha sexualidade. Ao perceber isso, meu marido disse que se eu não gostasse de homem eu deveria me descobrir, que o amor dele não era frágil e que estaríamos juntos sempre".

Camila Voluptas
Camila Voluptas
Camila Voluptas
Camila Voluptas
Camila Voluptas
Camila Voluptas

Do tabu aos grandes eventos

A abertura para expor fantasias e inseguranças sem julgamentos levou o casal a explorar novas experiências. O percurso começou na frequência a baladas liberais e evoluiu para a troca de casais, culminando na criação de uma empresa especializada no segmento. "Depois disso, vieram muitas baladas, experiências com casais, pessoas solteiras e festas de swing até eu fundar uma sociedade em que faço eventos gigantescos para a turma adepta", rememora Camila.

Com a experiência de quem vive e estuda o meio, a especialista desconstrói a ideia de que o swing sirva para "salvar" casamentos desgastados. "Pelo contrário, só dá certo com relação bem resolvida", pondera. Ela também rebate o estereótipo de que as mulheres seriam coagidas pelos parceiros a ingressar no meio: "Na realidade é bem o contrário. As mulheres são protagonistas na grande maioria, e a decisão delas é sempre a mais valiosa".

Acordos mutáveis e cumplicidade

A sustentação dessa dinâmica exige combinados bem alinhados, que variam de acordo com a vontade do casal. Entre as regras mais comuns adotadas no meio liberal estão desde o apelo apenas contemplativo (observar outros casais) até restrições específicas, como proibir o beijo na boca ou autorizar encontros individuais desde que sem vínculo afetivo.

No caso de Camila, os limites acompanham a rotina do dia a dia. "Nossas regras são variáveis pois nossos hormônios mudam todos os dias", brinca a especialista, ressaltando que fatores como cansaço ou alterações de humor definem se haverá ou não interação com terceiros. A única diretriz inegociável é o consenso e a permanência do casal lado a lado.

Para os curiosos, a indicação inicial é frequentar espaços liberais apenas como espectadores, sem a obrigação de qualquer contato físico. "Ver outras pessoas interagindo nas áreas privativas da balada liberal nos faz questionar os próprios limites", avalia. Ela reforça ainda que os sinais de desconforto surgem rapidamente: "No swing os sentimentos dificilmente são escondidos. O ciúme, a ansiedade e o desconforto ficam claramente evidentes".

Custos sociais e liberdade pessoal

Romper com o passado evangélico e assumir publicamente o trabalho na área trouxe consequências sociais, incluindo o afastamento de antigos círculos de amizade. Ainda assim, Camila garante não se arrepender das escolhas.

"Mesmo sabendo que essas amizades seriam perdidas, eu faria tudo novamente como fiz. É libertador ser você mesmo em qualquer lugar, e ter pessoas que me amam independentemente das minhas escolhas", revela ao Metrópoles.

Ao contrário dos temores de desgaste conjugal, o processo fortaleceu a união do casal. "Depois de tudo, foi aí que nos aproximamos mais e não nos largamos por nada! O swing nos ensinou a importância do diálogo e do perdão", analisa.

Para quem deseja dar os primeiros passos, a orientação da especialista é buscar informação, manter a conversa afiada e frequentar os ambientes sem a cobrança de rendimento. "Não sei se irão fazer uma troca de casal, mas tenho certeza que irão se divertir muito", conclui.

Classificação Indicativa: Livre


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