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Publicado em 22/09/2026, às 11h00 Reprodução / Redes Sociais Tiago Di Araújo
Uma experiência que deveria ser apenas diferente acabou obrigando a dona de uma barbearia nudista em Florianópolis a criar uma lista de regras para os clientes. A empresária e influenciadora Daniella Motta, de 21 anos, afirma que alguns pedidos feitos no estabelecimento ultrapassaram os limites esperados para um atendimento profissional.
Entre as situações que levaram à criação das orientações estão clientes que perguntaram se poderiam pagar menos pelo corte por estarem nus e frequentadores que quiseram saber o que a profissional achava de seus corpos.
“Já teve cliente perguntando se deveria pagar menos pelo corte porque estava sem roupa e outros querendo saber o que eu achava do corpo deles. Quando você trabalha com uma proposta como essa, precisa deixar muito claro o que faz parte do atendimento e quais são os limites”, afirma Daniella.
A empresária também proibiu qualquer tentativa de fazer fotos ou vídeos escondidos dentro do estabelecimento.
Segundo Daniella, alguns frequentadores queriam provar aos amigos que realmente haviam passado pela experiência e, por isso, tentavam registrar imagens sem autorização. A prática passou a ser vetada pela barbearia.
“Tem cliente que quer provar para os amigos que realmente esteve aqui e tenta fazer uma foto escondida”, relata.
A empresária também estabeleceu um limite envolvendo clientes casados. Homens que pretendem frequentar o estabelecimento são orientados a avisar suas esposas previamente.
Daniella afirma que não pretende ser envolvida em situações relacionadas à vida conjugal dos clientes.
“E se ele é casado, também não vou ser colocada na posição de mentir para a esposa. O que ele combina no relacionamento é responsabilidade dele”, explica.
Apesar do formato pouco convencional, a empresária afirma que o atendimento segue uma relação profissional entre cliente e prestador de serviço.
Os cortes custam entre R$ 2 mil e R$ 4 mil. Segundo Daniella, a procura pelo serviço já gerou uma fila de espera de até três meses.
Para ela, a curiosidade pode ser o motivo inicial para alguém procurar a barbearia, mas não altera as regras do atendimento.
“A pessoa pode vir pela curiosidade e achar a experiência diferente, mas continua sendo um atendimento profissional. Estar sem roupa não significa que vale tudo. Prefiro deixar as regras claras antes do que precisar lidar com uma situação desconfortável depois”, conclui.