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Publicado em 29/06/2026, às 08h54 Reprodução / Redes Sociais Tiago Di Araújo
Mais de duas décadas após deixar a prostituição, Raquel Pacheco, conhecida nacionalmente como Bruna Surfistinha, decidiu voltar a se aproximar do mercado adulto, mas agora em um novo formato. Aos 41 anos, mãe de duas meninas e com uma trajetória marcada por exposição, polêmicas e reinvenções, ela passou a produzir conteúdo para uma plataforma digital.
A novidade chamou atenção justamente pela mudança de fase da vida da escritora e ex-acompanhante, que ficou famosa nos anos 2000 após transformar sua história em livro e, posteriormente, em filme. Desta vez, Raquel aposta em uma relação direta com o público por meio de uma plataforma de assinatura.
No perfil, ela anuncia a produção de conteúdos sensuais e afirma que também irá publicar vídeos adultos. O acesso ao conteúdo custa R$ 19,90 por mês.
“Pela primeira vez na minha vida, vou postar vídeos sensuais e de sexo explícito para os meus fãs. Aqui eu não vou dar, vou distribuir”, escreveu Raquel, fazendo referência ao bordão que marcou sua personagem pública.
Raquel Pacheco deixou a prostituição em 2005 e, desde então, passou por diferentes fases profissionais, incluindo carreira como escritora, palestrante e figura pública. Agora, ela inicia uma nova etapa ligada ao universo digital e ao conteúdo adulto.
A decisão acontece em um momento em que a história de Bruna Surfistinha volta a ganhar destaque com a produção de uma sequência cinematográfica protagonizada por Deborah Secco. O novo filme da franquia deve mostrar uma fase diferente da personagem, acompanhando transformações do mercado adulto com a chegada das plataformas digitais.
Nova fase e busca por autonomia
Em entrevista à coluna Fábia Oliveira, Raquel explicou que a entrada nesse segmento representa uma escolha profissional e uma forma de construir uma nova etapa da própria trajetória.
Segundo ela, o objetivo é ter autonomia financeira e ser respeitada pelo trabalho que desenvolve.
“Assim como lutei para ser respeitada como acompanhante lá atrás, agora exijo respeito como criadora de conteúdo. É a fonte de renda de milhares de pessoas no Brasil e no mundo, e quero usar esse momento para dar uma vida melhor para mim e para minhas filhas”, afirmou Raquel.
A trajetória de Bruna Surfistinha marcou uma época em que histórias pessoais começavam a ganhar grande repercussão na internet. Agora, com as redes sociais e plataformas de assinatura, criadores passaram a ter contato direto com seus próprios públicos.
Para Kellerson Kurtz, diretor de operações da Fatal Fans, a chegada de Raquel ao segmento representa uma continuidade da forma como ela sempre construiu sua imagem pública.
“A Bruna Surfistinha já fazia, nos anos 2000, algo que hoje é comum nas plataformas: falava direto com o público e transformava a própria história em audiência. A entrada da Raquel na Fatal Fans mostra como essa trajetória continua atual”, declarou.