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Publicado em 16/06/2026, às 08h10 Divulgação Tiago Di Araújo
Funcionários de veículos de comunicação ligados ao Supremo Tribunal Federal (STF) iniciaram uma greve nesta segunda-feira (15) após relatarem problemas trabalhistas, como atrasos de salários, falta de depósitos do FGTS, débitos de benefícios e sobrecarga de trabalho.
A paralisação envolve profissionais da TV Justiça, Rádio Justiça e áreas de comunicação institucional do Supremo. As informações foram divulgadas pelo colunista Flávio Ricco, do Portal Leo Dias, e confirmadas pelo Notícias da TV com fontes ligadas ao caso.
Segundo os trabalhadores, a situação envolve problemas com a Fundac (Fundação de Educação, Artes e Cultura), empresa responsável pelos serviços terceirizados. Entre as reclamações estão atrasos no pagamento de salários, pendências no tíquete-alimentação e irregularidades relacionadas aos depósitos do FGTS.
Funcionários também afirmam que a falta de pagamentos chegou a afetar compromissos pessoais, já que alguns valores referentes a pensões alimentícias, descontados diretamente em folha, também teriam sido prejudicados.
A crise ocorre em meio ao encerramento do contrato da Fundac com o STF, previsto para 31 de julho. No último dia 11, representantes do órgão se reuniram com cerca de 100 trabalhadores para discutir a situação.
Em nota, o Supremo informou que aplicou multas contra a empresa devido ao descumprimento de obrigações trabalhistas e afirmou que acompanha o caso. O tribunal também declarou que poderá realizar diretamente pagamentos de salários e verbas rescisórias de profissionais vinculados a determinados contratos de terceirização.
Já nos casos de trabalhadores contratados por demanda, o STF informou que será necessário um levantamento de notas fiscais pendentes e valores devidos para avaliar a destinação dos recursos disponíveis.
Sobrecarga e redução de equipe
Além das questões financeiras, os funcionários relatam redução no quadro de profissionais e aumento da carga de trabalho. Segundo eles, a falta de reposição em períodos de férias e afastamentos médicos teria agravado a rotina das equipes.
Os trabalhadores afirmam que o cenário provocou casos de esgotamento profissional e problemas de saúde entre integrantes das equipes, especialmente em períodos de alta demanda.
Um dos momentos citados foi o período próximo ao primeiro julgamento presencial relacionado aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro, quando, segundo os relatos, a empresa teria deixado de realizar substituições de funcionários afastados.
Medo de cortes após nova licitação
Outro ponto de preocupação dos profissionais é o processo de substituição da Fundac. Eles temem que uma nova contratação reduza o número de vagas, altere salários e aumente a contratação de trabalhadores como pessoa jurídica.
De acordo com os funcionários, o consórcio atualmente mais bem colocado na nova licitação prevê 47 vagas no regime CLT, enquanto o quadro atual teria cerca de 138 profissionais.
Em comunicado, o STF informou que estão em andamento processos licitatórios para substituir a Fundac e reforçou que o pagamento de salários, benefícios e demais direitos dos trabalhadores é responsabilidade da fundação contratada.
A reportagem tentou contato com a Fundac, mas não recebeu resposta até a publicação. O texto poderá ser atualizado caso haja posicionamento da empresa.