Esporte
por Leonardo Oliveira
Publicado em 31/07/2026, às 21h05 - Atualizado às 21h24
A Fifa desistiu do plano de vender as competições para investidores que instaurou uma crise no universo do futebol, após rejeição da maioria das confederações. Em comunicado divulgado nesta sexta-feira (31), a entidade máxima da modalidade afirmou que a proposta não seguirá adiante. Chamada de FIFA Forward Enterprise (FFE), a empresa teria como objetivo receber investimentos do setor privado em torneios organizados pela entidade, como a Copa do Mundo.
"Como dissemos desde o início, fazer isso apenas se a maioria das Associações Membro da FIFA apoiasse e sempre sujeito a um processo de consulta com elas, com o Conselho da FIFA, as Confederações e as partes interessadas em geral", diz parte da nota divulgada pelo presidente da entidade, Gianni Infantino.
"Tendo ouvido atentamente todas as opiniões, ficou claro que o projeto criou divisões de uma natureza que, independentemente do nível de apoio, não atendem mais ao interesse do objetivo estabelecido em primeiro lugar", complementou. Confira a nota:
Statement attributable to the FIFA President
— FIFA Media (@fifamedia) July 31, 2026
The FIFA Forward Enterprise project was intended to provide a basis for further strengthening our FIFA Member Associations and our sport worldwide, especially in those countries where support is most needed. And more so, as we said…
O objetivo da Fifa era vender participações minoritárias nesta nova empresa, com expectativa de arrecadar US$ 4,2 bilhões (R$ 21,5 bilhões). Para isso, era necessário a aprovação de 211 associações que fazem parte da entidade, uma de cada país filiado, com prazo até 19 de setembro para os membros se manifestarem.
Rapidamente, o plano ganhou forte rejeição com posicionamento das confederações e ameaça por parte da Uefa, que determinou um boicote com retirada das seleções das competições caso o projeto fosse levado adiante. Com a garantia dos votos contrários e a possibilidade de outras negativas, Gianni Infantino perdeu força.
A ideia de privatização abalou o cenário político na entidade. Informações divulgadas pela imprensa internacional apontam que a decisão foi tomada após o diretor de operações da entidade, Kevin Lamour, afirmar que a ideia não partiu da Fifa, mas sim de “uma única pessoa”, o presidente Gianni Infantino.
De acordo com informações reveladas pela emissora inglesa Sky Sports, o plano de repassar o controle comercial dos torneios para investidores privados minou ainda mais a confiança de dirigentes ao redor do mundo. O desgaste político gerou uma revolta aberta entre os membros associados, alimentando uma forte crença de que o atual mandatário não conseguirá sobreviver no cargo a esta última controvérsia.
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