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Publicado em 16/09/2026, às 13h43 Reprodução / Magnific Andreza Oliveira
O influenciador argentino Agustín López Gagliasso, de 22 anos, foi condenado a 16 anos de prisão pelo duplo homicídio no trânsito que matou Tania Gandolfi, de 41 anos, e sua filha Agustina García, de 17, em janeiro do ano passado na orla do Rosário, na Argentina. Elas estavam de férias quando foram atingidas pelo Peugeot 206 conduzido pelo jovem.
A sentença foi proferida por um tribunal formado por três juízes do Centro de Justiça Penal de Rosário, que apontou o episódio como homicídio simples com dolo eventual.
Os juízes levaram em consideração que o tiktoker estava dirigindo a mais de 120 km/h por uma área com circulação de pedestres. No momento, ela estava perseguindo um motociclista após um incidente no túnel Arturo Illia.
Para o tribunal, Gagliasso poderia prever que a maneira de conduzir o carro poderia provocar um acidente seguido de morte. A defesa dele sustentou um enquadramento diferente e pediu que o caso fosse tratado como homicídio culposo.
Os advogados disseram que ele perdeu o controle do veículo sem intenção de provocar uma morte. O tribunal rejeitou a tese e manteve a condenação por homicídio simples com dolo eventual.
O Ministério Público da Acusação (MPA) apontou que Gagliasso não acionou o freio em nenhum momento antes de perder o controle e atingir as vítimas. O teste de alcoolemia apontou 0,2 de álcool por litro de sangue. Esses elementos foram utilizados pela acusação para sustentar a responsabilização do motorista.
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O julgamento teve início no dia 7 de setembro. Entre os depoimentos estava o de Giovanna R., de 20 anos, que ocupava o banco do passageiro do veículo conduzido por Gagliasso.
De acordo com o Rosario 3, a moça revelou que pediu para que ele diminuísse a velocidade. “Para porque vamos morrer", teria dito.
Além disso, ela afirmou que Gagliasso “estava obcecado em seguir a moto, não se importou com nada".
Ele também prestou depoimento e pediu perdão aos familiares da vítima, além de reconhecer que cometeu erros ao dirigir. “Dirigi mal, estava a uma velocidade que não deveria estar.”, confessou. Conforme o depoimento, após o veículo perder a estabilidade, não foi possível evitar a colisão.
Os fundamentos completos da sentença serão divulgados nos 10 dias seguintes ao anúncio da condenação, de acordo com a promotora Valeria Piazza.
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