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MPF pede condenação de youtuber Júlio Cocielo por racismo; saiba detalhes

Se condenado, Júlio Cocielo pode pegar até cinco anos de prisão  |  Reprodução/Redes sociais

Publicado em 03/01/2024, às 18h08   Reprodução/Redes sociais   Cadastrado por Victória Valentina

O Ministério Público Federal (MPF), pediu nesta quarta-feira (3), a condenação do influencer Júlio Cocielo, que conta com mais de 37 milhões nas redes sociais, por publicações consideradas racistas no X (antigo Twitter), entre 2011 e 2018. Se condenado, o youtuber pode pegar uma pena de até cinco anos de prisão.

Segundo o MPF, Cocielo teria feito nove publicações com teor racista. Uma delas foi direcionada para o jogador francês Mbappé, durante a Copa do Mundo de 2018. "Conseguiria fazer uns arrastão top na praia, hein", escreveu. 

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Além desta que viralizou, outras postagens como “o Brasil seria mais lindo se não houvesse frescura com piadas racistas, mas já que é proibido, a única solução é exterminar os negros” e “nada contra os negros, tirando a melanina…” foram citadas pelo Ministério no processo.

Com a repercussão negativa, Cocielo apagou cerca de 50 mil tweets em seu perfil no X e publicou um vídeo de desculpas. “A gente só precisa prestar atenção nas estatísticas. Por exemplo, muito negro morre sendo confundido com bandido. No meu caso, a minha ignorância foi combatida com conhecimento. Sem querer, espalhei o ódio”, disse.

"Ainda que o réu seja humorista, não é possível vislumbrar tom cômico, crítica social ou ironia nas mensagens por ele publicadas. Pelo contrário, as mensagens são claras e diretas quanto ao desprezo do réu pela população negra”, destacou o procurador da República João Paulo Lordelo nas alegações finais apresentadas pelo MPF na 1° Vara de Justiça Federal de Osasco (SP), em novembro de 2023.

"O réu, sem qualquer sutileza, reforça estereótipos da população negra - miseráveis, bandidos e macacos - não havendo abertura, em seu discurso, que permita entrever alguma forma de sátira (...) Não é humor; é escárnio", completou o procurador.

Classificação Indicativa: Livre


TagsTwitterMPFMinistério Público FederalracismocondenadoMbappéJúlio Cocielo

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