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Spotify remove 500 mil reproduções de música que alcançou o topo do ranking por suspeita de manipulação; entenda

Segundo o Spotify, salto de 70% nas reproduções da música coincidiu com apostas altas  |  Ilustrativa/Pixabay

Publicado em 03/07/2026, às 12h09   Ilustrativa/Pixabay   Victória Valentina

Uma música lançada em 2024 surpreendeu ao desbancar sucessos de artistas como Olivia Rodrigo e Shakira e alcançar o topo do ranking das faixas mais reproduzidas do Spotify nos Estados Unidos. No entanto, o que parecia ser um feito extraordinário acabou cercado por suspeitas de manipulação, levando a plataforma a remover mais de 500 mil reproduções da canção após identificar o uso de bots para inflar artificialmente sua audiência.

Segundo informações do Financial Times, a faixa "Earrings", do cantor americano Malcolm Todd, registrou um aumento de cerca de 70% nas reproduções entre a noite de domingo (28) e a manhã de segunda-feira (29). O salto repentino levou a música ao primeiro lugar da parada diária do serviço de streaming.

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O crescimento, porém, chamou a atenção, pois coincidiu com um volume elevado de apostas na plataforma de mercado de previsões Kalshi. Na semana anterior, usuários haviam apostado que Todd teria a música mais ouvida do Spotify nos Estados Unidos durante o mês de junho. Com a chegada da faixa ao topo do ranking, alguns apostadores receberam retornos de aproximadamente 20 vezes o valor investido.

Diante das suspeitas, o Spotify abriu uma investigação e identificou que centenas de milhares de reproduções haviam sido geradas por bots, programas automatizados utilizados para inflar artificialmente o número de execuções de uma música.

Após remover as reproduções consideradas fraudulentas, a plataforma atualizou o ranking na quarta-feira, derrubando "Earrings" para a quarta posição entre as músicas mais reproduzidas nos Estados Unidos. Ainda assim, os apostadores já haviam recebido os valores.

Com a descoberta, o Spotify entrou em contato com as plataformas Kalshi e Polymarket para solicitar a retirada de seu logotipo dos respectivos sites e esclarecer que não mantém qualquer parceria com as empresas.

O que dizem as empresas

Em nota, a porta-voz da Kalshi, Elisabeth Diana, informou que a companhia está investigando o caso em conjunto com o Spotify. Já o serviço de streaming afirmou que enfrenta constantemente tentativas de manipulação e destacou que possui sistemas capazes de detectar reproduções artificiais, impedindo o pagamento de royalties sobre execuções fraudulentas.

Conforme o Financial Times, não há indícios de participação de Malcolm Todd ou de sua equipe no esquema que inflou a audiência da música.

Classificação Indicativa: Livre


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