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TORTURA? BBB 26 vira alvo de investigação federal por suspeita de tortura após dinâmicas consideradas desumanas; entenda

Órgão federal quer esclarecer dinâmicas polêmicas do reality, incluindo isolamento extremo e crises de saúde de participante durante prova  |  Reprodução / TV Globo

Publicado em 06/03/2026, às 12h06   Reprodução / TV Globo   Tiago Di Araújo

O Ministério Público Federal (MPF) abriu um inquérito civil para investigar possíveis práticas de tratamento desumano no BBB 26, exibido pela TV Globo. A apuração foi iniciada após denúncias que levantam dúvidas sobre a segurança física e psicológica dos participantes desta edição.

A decisão partiu do procurador regional adjunto dos Direitos do Cidadão, Júlio Araújo, que determinou a abertura do procedimento para analisar se algumas dinâmicas do programa podem ter ultrapassado limites aceitáveis.

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Dinâmicas polêmicas entram na mira

Entre os pontos citados na denúncia estão episódios ocorridos durante uma Prova do Líder, quando o ator Henri Castelli teria apresentado duas crises convulsivas enquanto participava da disputa.

Além disso, outras mecânicas do reality também foram questionadas. Uma delas é a chamada dinâmica do “Exílio”, que manteve participantes como Breno e Alberto Cowboy em uma área externa da casa por longos períodos.

Breno vai para o exílio na área externa da casa. #BBB26#RedeBBBpic.twitter.com/G6aaGEpiDa

— Big Brother Brasil (@bbb) February 28, 2026

Outro ponto que chamou a atenção foi o chamado “Quarto Branco”, ambiente de isolamento em que participantes permaneceram por cerca de 120 horas com acesso restrito apenas a água e biscoitos.

Limites do entretenimento

Na decisão que determinou a investigação, o procurador destacou que a liberdade criativa das emissoras não pode se sobrepor aos direitos fundamentais das pessoas. Segundo ele, por operarem mediante concessão pública, as emissoras de televisão precisam respeitar princípios constitucionais e valores sociais.

O documento também ressalta que a proibição de tortura e de tratamentos degradantes é absoluta na Constituição brasileira, e que transformar sofrimento em entretenimento pode entrar em conflito com os princípios que regem a sociedade.

Resposta da emissora

Em manifestação preliminar no processo, a Globo afirmou que mantém acompanhamento médico permanente dentro do reality, incluindo equipe especializada e estrutura de atendimento emergencial.

A emissora informou ainda que, nos episódios envolvendo Henri Castelli, o participante recebeu atendimento imediato e chegou a ser encaminhado para avaliação em unidades de saúde fora do confinamento.

Como primeiro passo da investigação, o MPF solicitou que a emissora apresente esclarecimentos detalhados sobre os episódios mencionados nas denúncias.

As representações também citam posicionamento da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, que manifestou preocupação com algumas dinâmicas do programa e apontou semelhanças com métodos de pressão psicológica utilizados em períodos autoritários da história brasileira.

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