Esporte

Árbitro carrasco do Vitória é escalado para apitar jogo decisivo contra o Vasco pela Copa do Brasil

Escalação do árbitro gaúcho volta a acender o sinal de alerta nos torcedores do Vitória; juiz acumula histórico polêmico com o Leão  |  Divulgação

Publicado em 31/08/2026, às 13h06   Divulgação   Tiago Di Araújo

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) definiu quem comandará o confronto decisivo entre Vitória e Vasco da Gama, válido pelo jogo de volta das quartas de final da Copa do Brasil.  O gaúcho Rafael Rodrigo Klein (FIFA) foi o escolhido para apitar a partida desta quarta-feira (2), às 21h30, no Barradão.

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Klein terá como assistentes nas bandeirinhas Bruno Boschilia (PR-FIFA) e Nailton Júnior de Souza Oliveira (CE-FIFA). O quarto árbitro designado foi Maguielson Lima Barbosa (DF), enquanto o baiano Elicarlos Franco de Oliveira exercerá a função de quinto árbitro. A operação do árbitro de vídeo (VAR) ficará sob a responsabilidade de Daiane Muniz (SP-FIFA).

No entanto, a confirmação do nome voltou a ligar o sinal de alerta nos bastidores e entre os torcedores do Leão, que colecionam insatisfações recentes com a condução do juiz em jogos da equipe.

Só nesta temporada de 2026, o árbitro esteve à frente de três partidas do Rubro-Negro na Série A do Brasileirão: no empate em 1 a 1 no clássico contra o Bahia, na goleada por 4 a 1 diante do Coritiba e no tropeço por 3 a 1 perante o Santos.

Histórico recheado de polêmicas com o Leão

A desconfiança da torcida rubro-negra em relação ao apitador vem de longe e reúne uma lista considerável de episódios controversos. Na temporada de 2025, pela primeira partida da final do Campeonato Baiano, o Vitória chegou a formalizar uma representação à Federação Bahiana de Futebol (FBF) cobrando punição pela atuação da arbitragem liderada por Klein. O clube alegou que o meia Everton Ribeiro, do rival, teria acertado uma "cabeçada" no zagueiro Neris sem que o lance sequer resultasse em advertência ou revisão no VAR.

Ainda em 2025, durante a derrota por 2 a 1 para o Flamengo no Barradão, pelo Brasileirão, o árbitro voltou a ser alvo de fortes protestos. Os rubro-negros reclamaram de um toque de mão não assinalado na área após recuo do lateral Alex Sandro, de uma falta ignorada em Matheuszinho que originou o segundo gol carioca e da expulsão do técnico Thiago Carpini, punido com cartão vermelho por ter chutado uma bola ao comemorar o gol do Leão.

Até mesmo em partidas recentes com placar favorável a presença de Klein gerou questionamentos. Na goleada sobre o Coritiba no mês de maio de 2026, o juiz virou assunto nacional ao aplicar um cartão amarelo no atacante Renê.

Renê humilhando o Coritiba pic.twitter.com/EvssUzIH4Z

— Vitória Online (@vitoriaonlinee) May 2, 2026

Na súmula do jogo, o árbitro registrou ter punido o atleta por "desrespeito ao jogo", alegando que o centroavante teria provocado os marcadores ao chamá-los para o confronto individual antes de executar uma jogada de efeito na linha de fundo.

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