Esporte

Cabe punição? Atletas de seleção africana são flagrados em exame antidoping durante a Copa do Mundo

Exame antidoping detectou uma quantidade incomum de substância proibida  |  Michael Reagen / Fifa

Publicado em 03/07/2026, às 16h59 - Atualizado às 17h15   Michael Reagen / Fifa   Cadastrado por Tácio Caldas

Uma das seleções africanas que marcaram presença na Copa do Mundo 2026 está em foco de novo, mesmo após a eliminação. Trata-se da Tunísia que se envolveu em uma polêmica ao demitir e contratar um treinador durante o torneio. Agora os tunisianos tiveram alguns dos seus atletas flagrados no exame antidoping.

As informações são do jornal britânico The Times, que indica que oito jogadores tiveram resultados anormais no teste feito Agência Mundial Antidoping (Wada). De acordo com a reportagem, os atletas apresentaram resultados atípicos para a substância clenbuterol no antidoping. Apesar desse flagra, a situação não é preocupante já que a Wada supeita para uma contaminação alimentar.

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A publicação indica que os atletas da equipe africana apresentaram uma alta concentração da substância que vai de encontro com os limites impostos pela Wada. No caso, o registro conflitua com este limite para casos onde os indícios apontos para ingestão acidental do clenbuterol  por meio de carne contaminada. Os exames teriam sido feitos entre os dias 10 e 14 de junho, antes da derrota para a Holanda. O veículo ainda indica que o consumo deve ter ocorrido em um restaurante na cidade de Monterrey-MEX, onde a equipe ficou hospedada por boa parte do torneio.

Vale lembrar que o clenbuterol é uma substância proibida no esporte por seus efeitos que podem aumentar a massa muscular e reduzir gordura corporal. Apesar disso, no México, o uso ilegal desse composto na pecuária é um problema conhecido há anos. Por conta disso, a Wada e a Fifa têm adotado protocolos específicos para realizar avaliações desses possíveis casos de contaminação alimentar.

E agora?

Desde 2022, a Wada estabelece um critério sobre esse tipo de caso. De acordo com a agência, amostras inferiores a cinco nanogramas por mililitro de urina do atleta devem ser classificadas como um "Resultado Analítico Atípico" (ATF). Dessa forma, os resultados dos oito jogadores da Tunísia devem ser considerados como "normais" e não como positivo de doping. Ou seja, a investigação deve seguir apenas para se identificar a origem mais provável da substância. Se foi uma ingestão de carne contaminada ou se teve outro motivo. Em caso da primeira hipótese venha a ser confirmada pela Agência Mundial Antidoping, o processo é arquivado sem punições.

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