Esporte
Publicado em 11/09/2026, às 15h55 - Atualizado às 16h27 Victor Ferreira / EC Vitória Tácio Caldas
O Vitória tem sido visto constantemente envolvido em denúncias no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). Um dos últimos casos foi ligada a uma situação ocorrida no duelo contra o Vasco na partida de volta das quartas de final da Copa do Brasil 2026. Esse julgamento aconteceu nesta sexta-feira (11) e o resultado trouxe um alívio para os times envolvidos em toda a situação ocorrida há quase 10 dias.
Tanto o Rubro-Negro quanto o Cruz-Maltino foram denunciados pela procuradoria da Corte com base no artigo 213 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD). Este artigo pune os clubes que não tomam providências para prevenir e reprimir ações desse tipo. Apesar disso, a 5ª Comissão Disciplinar do STJD entendeu que, como houve uma rápida ação junto com a polícia para solucionar o caso, ambos foram absolvidos.
O time baiano ainda correu o risco de pagar uma multa de R$ 5 mil reais ao ser incluido, pelo auditor e relator do processo, no artigo 191 do CBJD. Este artigo pune os clubes que não cumprem ou dificultam o cumprimento das obrigações esportivas. Neste último caso, o voto do relator foi ‘derrubado’ pelos colegas de turma.
Como mencionado acima, pelo arremesso do artefato explosivo sim, o Vasco foi absolvido. Apesar disso, a equipe carioca foi punida pelo tribunal por outro motivo. O Cruz-Maltino foi incluido no artigo 206 do CBJD que pune o atraso no início ou no reinício de uma partida. Neste caso, a Corte aplicou multa de R$ 3 mil no total pelo atraso apresentado pelo alvinegro no retorno da segunda etapa da partida.
O duelo entre baianos e cariocas terminou com uma vitória maíuscula e convicento do Vasco por 2x0, em um placar agregado de 3x0. O resultado marcou a eliminação do Vitória na competição após derrotar o Flamengo e o Athlético-PR.
Depois do jogo, um torcedor do Vasco, de 29 anos, foi localizado e detido pela polícia como suspeito de ter arremessado o artefato explosivo em campo. As equipes do Batalhão Especializado em Policiamento de Eventos (Bepe) levou o torcedor para a Central de Flagrantes, localizada no bairro dos Barris, em Salvador. Não há informações se ele segue detido ou foi liberado pela polícia após depoimento.
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