Esporte

FIA cogita admissão de equipe chinesa na Fórmula 1, mas faz jogo duro: “Voltem com uma oferta séria”

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Jogo duro da FIA é para manter o regulamento sem facilidades para a nova equipe  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Redes Sociais / Instagram / @F1
Tácio Caldas

por Tácio Caldas

tacio.caldas@bnews.com.br

Publicado em 11/09/2026, às 18h05 - Atualizado às 18h07



A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) por meio do seu presidente, Mohammed ben Sulayem abriu as portas para a admissão de mais uma equipe na Fórmula 1 (F1). A revelação aconteceu nesta sexta-feira (11) quando o dirigente se mostrou flexível para que a categoria passe a possuir 12 equipes no seu grid.  Apesar disso, o gestor indicou que as empresas com esse interesse precisarão apresentar propostas convincentes e consistentes antes de qualquer evolução nessa negociação.

Desde a entrada da Cadillac, Sulayem tem sido favorável à ampliação do números de equipes na categoria. A ideia do presidente da entidade é trazer uma equipe 100% chinesa para a Fórmula 1 e duas empresas teriam demonstrado interesse: a BYD e a Geely. O detalhe é que, até o momento, elas não teriam interesse em comprar uma equipe já existente no grid e qualquer nova iniciativa precisaria passar por um novo processo de avaliação de toda a categoria.

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De acordo com Mohammed ben Sulayem, tanto a FIA quanto a Formula One Management (FOM) estariam alinhadas para fazer isso acontecer. Apesar disso, não pode ser qualquer equipe, mas sim algo muito assertivo.

Nós não precisamos de uma equipe, precisamos da equipe. [...] Nós temos três corridas nos Estados Unidos, temos uma construtora, temos a Haas, mas precisávamos de uma Original Equipment Manufacturer (OEM) — fabricante de equipamento original —”, afirmou o presidente da FIA.

O interesse da China em entrar na categoria, porém, não deve afetar o atual regulamento da F1. Isso porque o dirigente da federação pretende manter, preservar e aplicar as regras atuais a todos os concorrentes, tantos os antigos quanto os novos.

Tive reuniões com eles [...] e dissemos: ‘Ok, vamos abrir a manifestação de interesse se você vier’. Mas as regulamentações não serão afetadas apenas pelos fabricantes chineses. Não podemos fazer isso. As regulamentações precisam permanecer permanentes, e devem manter a estabilidade. [...] Eu sei que os chineses lideram em eletrificação, mas a única maneira de alcançar nosso alvo é eletrificação? O que estamos procurando? Estamos atrás de um ambiente limpo e ar limpo. Então há tantas formas de alcançá-la. [...] Então voltem com uma oferta séria para que possamos ver que vai funcionar”, destacou.

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