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Deu em quê? BNews volta a visitar antigo Centro Pan-Americano de Judô em Lauro de Freitas; veja

Centro Pan-Americano de Judô, idealizado para os Jogos Olímpicos, enfrenta abandono e deterioração em Lauro de Freitas  |  Reprodução / BNewsTV

Publicado em 19/12/2025, às 17h37   Reprodução / BNewsTV   Cauan Borges e Gabriel Bacelar

O quadro “Deu em quê?”, da Baiana FM - BNewsTV, esteve na Praia de Ipitanga, em Lauro de Freitas, na última terça-feira (16), para retratar a situação de um espaço que nasceu com a promessa de ser uma das principais praças esportivas da Bahia, mas que hoje enfrenta um cenário de abandono. 

Construído para sediar os Jogos Olímpicos de 2016, o antigo Centro Pan-Americano de Judô foi idealizado como um centro de treinamento de referência nas Américas, com foco na formação de judocas de todo o Brasil.

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Durante a inauguração, o complexo contava com três prédios, administrativo, alojamento e ginásio, além de uma estrutura robusta composta por oito áreas de treinamento, quatro delas voltadas para competições, piscina e quadra poliesportiva.

A expectativa era de que o equipamento impulsionasse o judô no estado, tornando a modalidade a segunda mais praticada na Bahia até 2020. No entanto, alegando custos anuais de manutenção estimados em cerca de R$ 1 milhão, a Confederação Brasileira de Judô (CBJ) antecipou a devolução do espaço ao Governo da Bahia no fim de 2018

Após 11 anos, o antigo Centro Pan-Americano de Judô se encontra em estado de abandono, longe de sua proposta inicial de excelência esportiva - BNews

Segundo a Sudesb, parte do complexo segue em funcionamento nos dias atuais. Os núcleos do projeto de lutas de combate estão ativos no prédio conhecido como Espelhado, que visa atender mais de 400 alunos em diversas modalidades. 

Desde agosto de 2022, a Federação Bahiana de Futebol (FBF) também mantém sua sede em um prédio anexo. Já o ginásio principal, no entanto, foi severamente comprometido pela ação do salitre, que corroeu a estrutura metálica e inviabilizou o espaço.

O material de isolamento acústico cedeu e, misturado à sujeira e aos dejetos acumulados, transformou-se em uma massa semelhante à lama, reforçando o aspecto de abandono. A Sudesb afirmou que há um plano para a recuperação do equipamento, mas o processo enfrentou entraves. 

A licitação para execução das obras foi suspensa duas vezes, a última no início de junho, por necessidade de ajustes no edital. O certame foi retomado em 18 de junho, após republicação do documento, quando o valor estimado da reforma chegou a R$ 14 milhões.

Em nota enviada ao BNews, a Sudesb informou que a obra já foi iniciada e está sob responsabilidade da Construtora Sena Junior Eireli. O contrato, de número 26/2025, teve a ordem de serviço assinada em agosto de 2025, com investimento total de R$ 11,3 milhões. 

A previsão é que a reforma seja concluída em setembro de 2026. No momento, estão em andamento a substituição das peças oxidadas da estrutura metálica e os serviços de demolição.

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