Esporte
Publicado em 09/07/2026, às 08h20 Divulgação/AFA José Gabriel
Dois dos principais árbitros da Inglaterra, Michael Oliver e Anthony Taylor, não poderão apitar partidas da Argentina na Copa do Mundo de 2026 caso a seleção sul-americana siga avançando no torneio. A restrição segue critérios adotados pela Fifa para preservar a imparcialidade das equipes de arbitragem em confrontos internacionais.
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O primeiro impedimento é previsto pelo regulamento da entidade, que proíbe árbitros de apitarem jogos envolvendo a seleção de seu próprio país. Dessa forma, caso a Inglaterra permaneça na disputa, assim como a Argentina, os dois países se enfrentarão na semifinal, o que deixa os juízes ingleses impossibilitados de trabalhar em partidas da equipe nacional.
Mesmo em caso de eliminação da Inglaterra, Oliver e Taylor ainda não poderiam atuar em jogos da Argentina. Isso ocorre devido a um protocolo da Fifa que considera fatores geopolíticos na definição das escalas de arbitragem. A medida leva em conta o histórico da Guerra das Malvinas, conflito travado entre o Reino Unido e a Argentina em 1982, para evitar possíveis questionamentos sobre a neutralidade da arbitragem.
Situação semelhante ocorreu na Copa do Mundo de 2022. Anthony Taylor era apontado como um dos candidatos a apitar a final, mas acabou descartado após a classificação da Argentina para a decisão contra a França, em razão da mesma restrição adotada pela Fifa.
A entidade escolhe os árbitros que comandam as partidas com base em diversos critérios, como desempenho durante a competição, preparo físico, experiência e eventuais conflitos de interesse entre os países envolvidos. A entidade também evita designações que possam gerar desconforto ou comprometer a credibilidade dos jogos.
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