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Flamengo apoia abertura de investigação sobre SAF de rival: “Eventual conflito de interesses”

O Flamengo divulgou uma nota com a manifestação de apoio à investigação realizada pela Anresf da venda da SAF do Vasco  |  Divulgação / Flamengo

Publicado em 27/08/2026, às 21h09   Divulgação / Flamengo   Leonardo Oliveira

O Flamengo divulgou uma nota na noite desta quinta-feira (27) com a manifestação de apoio à investigação realizada pela Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (Anresf) da venda da SAF do Vasco. O procedimento formal estabelecido pela agência apura possível conflito de propriedade na venda da SAF do Vasco para o grupo comandado pelo empresário Marcos Lamacchia, enteado da presidente do Palmeiras, Leila Pereira. 

"A possibilidade de influência, controle ou dependência econômica entre participantes de uma mesma competição gera severa assimetria competitiva", afirma parte do comunicado". 

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De acordo com o rubro-negro, a investigação precisa ser ampliada a outras companhias gerenciadas pelo mesmo grupo econômico, como é o caso da Placar Linhas Aéreas. A empresa aérea fundada em outubro de 2022 pertence a José Roberto Lamacchia e Leila Pereira.  

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Segundo a Anresf, responsável por fiscalizar a aplicação das regras de Fair Play Financeiro no Brasil, medidas cautelares foram impostas que ficam em vigor durante essa análise, com o Vasco proibido de manter relações comerciais com o Palmeiras e com a Crefipar, o conglomerado financeiro de Leila Pereira que abrange a financeira Crefisa. Confira a nota completa do Flamengo:

"O Clube de Regatas do Flamengo considera relevante a decisão da Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF) de instaurar procedimento formal para avaliar eventual conflito de interesses na possível aquisição da SAF do Vasco da Gama por grupo liderado pelo empresário Marcos Lamacchia.

A medida reforça preocupação que o Flamengo vem manifestando e que está prevista no Regulamento do Sistema de Sustentabilidade Financeira (RSSF), em vigor desde janeiro de 2026: a necessidade de assegurar a independência dos clubes, a integridade das competições e a aplicação efetiva das regras de Fair Play Financeiro.

O tema não se restringe aos clubes envolvidos, devendo ser compreendido por todos. A possibilidade de influência, controle ou dependência econômica entre participantes de uma mesma competição gera severa assimetria competitiva, deprime o valor de mercado de ativos em recuperação, distorce a disputa esportiva em curso e cria precedente de risco sistêmico para a integridade das competições e para o mercado de SAFs no país.

O Flamengo considera importante também a adoção de medidas cautelares durante a análise e entende que, para serem plenamente eficazes, elas devem alcançar todas as partes relacionadas aos envolvidos na operação, incluindo empresas controladas direta ou indiretamente pelos mesmos grupos econômicos, como a Placar Linhas Aéreas.

O Flamengo confia na atuação serena, equilibrada e independente da ANRESF e considera que o caso representa importante teste para o novo sistema regulatório do futebol brasileiro e para a construção de um ambiente de maior governança, equilíbrio competitivo e segurança institucional".

Divulgação / Flamengo
Reprodução / Ge tv
Reprodução / Matheus Lima / Vasco

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TagsFlamengobrasilVascosustentabilidadesistemaconflitoequilíbriosafFair Play FinanceiroLeila PereiraMarcos lamacchia

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