Esporte
Publicado em 13/10/2026, às 15h06 Raul Baretta / Santos FC Cauan Borges
O Santos chegou a sete transfer bans ativos após receber mais três punições da FIFA na última segunda-feira (12). As novas sanções estão relacionadas ao descumprimento do mecanismo de solidariedade, regra que determina o repasse de 5% dos valores envolvidos em transferências internacionais aos clubes responsáveis pela formação dos jogadores.
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A diretoria santista ainda corre o risco de receber uma oitava punição nos próximos dias, de acordo com informações dos jornalistas Bruno Cassucci e Bruno Gutierrez, do Globo Esporte. Segundo levantamentos do ge e do Diário do Peixe, as pendências chegam a centenas de milhares de reais.
Uma das dívidas é estimada em US$55 mil, aproximadamente R$275 mil. As outras duas somam 120 mil euros, cerca de R$671 mil. Considerando os valores informados, o montante total das novas sanções se aproxima de R$946 mil.
Com os novos registros, o clube da Vila Belmiro fica impedido de inscrever jogadores enquanto as pendências que motivaram as punições não forem resolvidas. A situação é agravada por outros quatro transfer bans relacionados a uma dívida com o ex-treinador Pedro Caixinha e três integrantes de sua comissão técnica.
O débito, estimado em R$15 milhões, também impede o registro de novos atletas e pode comprometer até três janelas de transferências.
Além das pendências com os clubes formadores e com a antiga comissão técnica, o Santos enfrenta outra disputa financeira envolvendo o atacante gambiano Yusupha Nije, emprestado pelo Al-Markhiya, do Catar, entre 2024 e 2025.
O clube catariano acionou a FIFA em razão do descumprimento do acordo de pagamento e da rescisão antecipada do contrato. O jogador sequer chegou a entrar em campo com a camisa santista.
Segundo o Diário do Peixe, a dívida envolve 350 mil euros pelo empréstimo, aproximadamente R$1,9 milhão, além de outros 50 mil euros, perto de R$300 mil, referentes à rescisão antecipada. Conforme as informações publicadas pelo ge, o Santos não pagou nenhuma das sete parcelas de 50 mil euros previstas no acordo firmado com o clube do Catar.
Na disputa, o Al-Markhiya solicitou à FIFA o pagamento integral da dívida, acrescido de multas de 10% ao ano sobre cada parcela atrasada e de uma penalidade adicional de 10% sobre o valor total, prevista nas cláusulas do acordo de rescisão.
O Santos alegou dificuldades financeiras e pediu um desconto de 5% sobre o débito, além da redução das multas para 5%. A entidade manteve as penalidades e concedeu apenas a redução solicitada sobre o valor da dívida.
A situação do Santos também envolve duas disputas na Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD), conforme informações do Diário do Peixe. Uma delas foi apresentada pelo Cruzeiro, que cobra R$1 milhão pela compra definitiva do zagueiro Zé Ivaldo, realizada no início de 2026.
A outra cobrança parte do Cuiabá e chega a R$19 milhões, já que o processo envolve dois pontos relacionados ao zagueiro Joaquim, contratado pelo Santos em 2023. A negociação que levou o defensor à Vila Belmiro e a falta de repasse de valores após sua transferência para o Tigres UANL, do México.
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