Esporte
Publicado em 10/07/2026, às 08h03 Divulgação/UEFA José Gabriel
No imaginário popular, um jogador que é campeão da maior competição de clubes do planeta fica com a vida feita. A premiação por conquistar a Liga dos Campeões deve ser bem satisfatória, mas não impediu que Juary Jorge dos Santos Filho enfrentasse a depressão.
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Ao g1, o ex-jogador, de 67 anos, contou que está trabalhando como motorista por aplicativo para ajudar a tratar a doença. A depressão é uma enfermidade mental que pode afetar o humor, os pensamentos e até o funcionamento do corpo. De acordo com o Ministério da Saúde, genética, bioquímica cerebral e eventos traumáticos são as principais causas da condição.
Quem é Juary
Juary nasceu em São João de Meriti (RJ), mas se mudou para Santos (SP) aos 14 anos e foi aprovado para as categorias de base do Peixe. Com a camisa 9 do time alvinegro, ele marcou 229 gols em 101 jogos, tornando-se o quinto maior artilheiro do clube na era pós-Pelé. Depois, o ex-atacante foi para o Universidad Guadalajara, do México, além de Avellino, Inter de Milão, Ascoli e Cremonese, na Itália.
Mas foi no Porto, de Portugal, que Juary fez história. Na final da Liga dos Campeões da temporada 1986/1987, o brasileiro veio do banco e marcou o gol do título sobre o Bayern de Munique, vencido de virada por 2 x 1. Ainda naquele ano, ele foi campeão do Mundial de Clubes em cima do Peñarol, do Uruguai.
Início da depressão
Após a carreira vitoriosa como jogador, Juary se tornou treinador e, em 2025, deixou o MK, clube de Curitiba (PR). No início deste ano, ele passou a sentir os primeiros sintomas da depressão.
"Quando dei conta, já não tinha força para fazer mais nada. Levantava da cama às 10h da manhã, ia para o sofá na frente da televisão e só saía dali por volta das 3h da manhã. Não tinha vontade para nada e não queria ver ninguém. Só queria ficar sozinho", relatou o ex-atleta ao g1.
Juary explicou que decidiu se tornar motorista por aplicativo após uma sugestão da esposa e dos filhos, há aproximadamente dois meses. "Com 67 anos, as opções são poucas [...]. Eu gosto muito de dirigir e acabei cedendo à vontade deles. Agora, quem não quer mais abandonar sou eu", destacou ele.
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