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Publicado em 13/09/2026, às 11h26 - Atualizado às 12h28 Divulgação | Icasa Alex Torres
O atacante Vitor Jacaré, ex-Bahia, foi anunciado, na última sexta-feira (11), como o novo reforço do Icasa, clube cearense que subiu para a primeira divisão estadual e que está disputando a Taça Fares Lopes.
Jacaré estava sem clube desde março deste ano, quando foi afastado no Londrina e rescindiu o contrato pouco depois. Na curta passagem pelo futebol paranaense, foram apenas oito jogos, sem gols ou assistências.
Cria das divisões de base do próprio Icasa, o atacante teve passagem por empréstimo ainda muito jovem no Fortaleza. O destaque, entretanto, apareceu com a camisa do Caucaia, quando Jacaré fez 10 gols em 28 jogos disputados entre 2019 e 2020.
No mesmo ano, o jogador que tinha apenas 21 anos acertou com o Ceará, onde oscilou bastante, mas mostrou potencial. Em 2022, ele foi contratado pelo Bahia e ganhou a primeira verdadeira sequência na carreira. Em dois anos, foram 80 partidas, 12 gols marcados e sete assistências.
As atuações fizeram com que Jacaré fosse considerado uma espécie de xodó pela torcida do Esquadrão de Aço. O carinho do torcedor pelo atacante era tão grande que, em 2023, o Bahia chegou a lançar um boneco do jogador, chamado 'Jaquinha', em homenagem ao atleta.
Depois que deixou o Bahia, Vitor Jacaré nunca mais teve uma grande sequência. No ano seguinte, ele passou pelo América-MG, onde disputou a Série B do Brasileirão, em 2024. Pelo Coelho, o atacante somou 25 jogos, com dois gols e duas assistências.
No final do ano de 2025, o Icasa venceu uma ação judicial que já se arrastava há 13 anos, contra a Confederação Brasileira de Futebol (CBF). A indenização que deve ser paga pela entidade ultrapassa a casa dos R$ 80 milhões.
O processo teve origem em 2014, quando o Icasa só não conseguiu o acesso à elite do Campeonato Brasileiro por ter ficado um ponto atrás do Figueirense na Série B de 2013. Os catarinenses, contudo, escalaram um jogador irregularmente em uma partida.
Por conta da situação, o clube cearense entrou com um processo na Justiça Desportiva para que o Figueirense perdesse os pontos do jogo em questão, que resultaria no acesso do Icasa para a Série A do Brasileirão. A CBF só reconheceu o erro posteriormente, o que deu início ao longo processo que teve seu desfecho no fim de 2025.
O pagamento por parte da CBF teria acontecido em novembro do ano passado, depositado em uma conta judicial do Icasa. A parte dos advogados, que seria cerca de 30% do valor da ação, foi paga pela juíza da 3ª Vara do Rio de Janeiro.
A questão é que a conta bancária do Icasa está bloqueada com penhoras trabalhistas. Em abril deste ano, o presidente do clube explicou à ESPN Brasil que a Justiça agora vai ressarcir quem moveu e ganhou ações contra a agremiação nos últimos 13 anos.
Ao todo, são em torno de 100 ações trabalhistas que devem chegar no total a R$ 40 milhões. Somando-se aos R$ 25 milhões de despesas advocatícias, o Icasa deve ficar com algo em torno de apenas R$ 16 milhões.