Esporte
Publicado em 17/04/2026, às 17h07 Eduardo Knapp/Folhapress Maiara Lopes
Maior pontuador da história do basquete, Oscar Schmidt, que morreu nesta sexta-feira (17), tomou uma das decisões mais marcantes e incomuns de sua carreira ao abrir mão de atuar na principal liga do mundo, a NBA.
Mesmo selecionado no histórico Draft de 1984, que revelou estrelas como Michael Jordan e Charles Barkley, o brasileiro nunca chegou a disputar uma partida na liga norte-americana. A recusa, no entanto, não teve relação com desempenho ou oportunidade esportiva, mas sim com uma escolha de princípios. Durante os anos 1980, jogadores da NBA eram impedidos de disputar competições organizadas pela FIBA, incluindo os Jogos Olímpicos, prioridade absoluta para o atleta brasileiro.
Conhecido como “Mão Santa”, Oscar sempre deixou claro que não se arrependeu da decisão. Em entrevistas, reforçou que faria tudo novamente e destacou sua confiança no próprio talento. Segundo ele, a possibilidade de defender a Seleção Brasileira pesou mais do que qualquer projeção na liga americana.
Diante desse cenário, o jogador optou por seguir carreira na Europa, onde manteve alto nível técnico e continuou representando o Brasil em competições internacionais. Foi justamente com a camisa da seleção que construiu grande parte de sua trajetória lendária, participando de cinco edições dos Jogos Olímpicos e se consolidando como referência mundial no esporte.
Sem nunca ter atuado na liga norte-americana, Oscar Schmidt construiu um legado único e atemporal, eternizando seu nome como um dos maiores jogadores de todos os tempos.