Esporte
Publicado em 31/12/2025, às 18h15 - Atualizado às 18h52 Letícia Martins/EC Bahia e Rafael Rodrigues/EC Bahia Analu Teixeira
O ano de 2025 marcou um divisor de águas para o Bahia. Entre noites continentais, taças levantadas e recordes batidos, o Tricolor viveu uma temporada que recolocou o clube em evidência no cenário nacional e regional. Foram conquistas importantes, passos estruturais fora de campo e, ao mesmo tempo, a sensação de que o time esteve perto de alcançar voos ainda mais altos.
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A primeira grande marca de 2025 foi o retorno à Libertadores, algo que o torcedor não vivia desde 1989. O caminho até a fase de grupos foi tenso, o Bahia precisou passar pelas fases preliminares e eliminou o The Strongest, da Bolívia, e Boston River, do Uruguai, antes de garantir a vaga na principal competição do continente.
Na fase de grupos, porém, o segundo passo não veio. A derrota em casa para o Nacional-URU e a eliminação no confronto direto contra o Internacional, no Beira-Rio, encerraram de forma precoce a campanha continental e frustraram a torcida.
Mesmo em meio à disputa da Libertadores, o Bahia empilhou taças. Em março, conquistou o Campeonato Baiano pela 51ª vez ao superar o rival Vitória. Meses depois, em setembro, confirmou a força regional ao vencer o Confiança e levantar o pentacampeonato da Copa do Nordeste.
A dobradinha estadual e regional não acontecia desde 2001 e simbolizou um ano de domínio no cenário local.
No Campeonato Brasileiro, o Bahia fez a melhor campanha de sua história no formato de pontos corridos. Foram 60 pontos e a sétima colocação, além de recordes importantes: melhor primeiro turno (33 pontos) e maior número de vitórias como mandante, com 14 triunfos.
Se na Fonte Nova o Bahia se impôs, longe de casa o rendimento foi o principal obstáculo para voos mais altos. No Brasileirão, o Tricolor somou apenas três vitórias como visitante, além de seis empates e seis derrotas, com aproveitamento de 26,3%
As dificuldades fora de casa também apareceram em jogos decisivos, como as derrotas para Internacional, pela Libertadores, América de Cali, pela Sul-Americana, e Fluminense, na Copa do Brasil.
O setor defensivo passou por mudanças ao longo do ano. Marcos Felipe perdeu espaço após um período de instabilidade e acabou emprestado. João Paulo foi contratado, mas sofreu lesão logo na chegada e não estreou. Ronaldo, que iniciou a temporada sob desconfiança, conseguiu se recuperar, ganhou sequência e terminou 2025 como peça importante na reta final.
O bom desempenho coletivo refletiu também no reconhecimento individual. Em agosto, Jean Lucas foi convocado por Carlo Ancelotti para a Seleção Brasileira, encerrando um jejum de 34 anos sem jogadores do Bahia na equipe principal. Pouco depois, Luciano Juba também foi lembrado. O clube não tinha dois atletas convocados no mesmo ano desde 1989.
🇧🇷 A História continua sendo feita por esse Bahêa. Pela 1ª vez desde 1991, Esquadrão tem um jogador convocado para a seleção brasileira principal. Parabéns, Jean Lucas! #BBMPpic.twitter.com/MPkJLUVFzQ
— Esporte Clube Bahia (@ecbahia) August 27, 2025
A temporada também ficou marcada por vitórias inéditas. O Bahia conquistou sua primeira vitória fora de casa na Libertadores ao bater o Nacional-URU. No Brasileirão, venceu o Palmeiras no Allianz Parque e o Bragantino em Bragança Paulista, resultados históricos para o clube.
Mesmo sem o título mundial, o Bahia teve motivos para comemorar no Mundial Sub-17. Ruan Pablo e Dell foram protagonistas da Seleção Brasileira e participaram de mais da metade dos gols da equipe no torneio. O goleiro Arthur Jampa também integrou a delegação.
Fora de campo, o Bahia deu um passo importante rumo ao futuro. Em outubro, Ferran Soriano, CEO do Grupo City, apresentou o projeto do novo centro de treinamento do clube. Avaliado em R$300 milhões, o CT será construído em Lauro de Freitas, com 560 mil metros quadrados, e tem previsão de entrega para dezembro de 2027.
O ano de 2025 também foi histórico nos cofres do clube. As vendas de Lucho Rodríguez, por R$139,3 milhões, e Biel, por R$48 milhões, se tornaram as maiores negociações da história do Bahia. Ao mesmo tempo, o Tricolor investiu pesado no elenco, com R$ 223 milhões gastos em contratações.
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