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Reviravolta? John Textor ganha processo e afirma ter retomado SAF do Botafogo

Uma decisão da Justiça dos Estados Unidos declarou John Textor como proprietário de 90% das ações com direito a voto da SAF do Botafogo  |  Reprodução / Vitor Silva / Botafogo

Publicado em 17/09/2026, às 20h00   Reprodução / Vitor Silva / Botafogo   Leonardo Oliveira

Uma decisão da Justiça dos Estados Unidos, publicada nesta quinta-feira (17), declarou John Textor como proprietário de 90% das ações com direito a voto da SAF do Botafogo, que pode gerar uma reviravolta na disputa societária que vinha sendo travada em múltiplas instâncias judiciais. 

A juíza Danielle Sherriff, da Corte de Palm Beach, na Flórida, proferiu sentença que considera nulo desde a origem o contrato de compra e venda de ações celebrado em 11 de novembro de 2022 entre Textor e a Eagle Football Holdings Bidco Limited.

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Com isso, o tribunal americano reconheceu Textor como dono de 90% das ações ordinárias de classe B da SAF Botafogo, que correspondem a 90% do capital social total e conferem direito a voto. 

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Em comunicado enviado à ESPN, Textor tratou a decisão como o fim da disputa pela propriedade da Eagle Bidco e afirmou estar novamente no controle da SAF. “A decisão de hoje representa uma importante vitória para o Botafogo e para a proteção de nossas ambições de títulos. A disputa pela propriedade da Eagle Bidco acabou, e eu tenho o prazer de confirmar que sou novamente dono de 90% da Botafogo SAF”, disse o empresário. 

“Durante essa difícil transição, eu sempre fui claro sobre meu compromisso com o Botafogo e com minha responsabilidade de proteger o clube. A decisão de hoje, que eu espero que seja reconhecida e respeitada pelo Governo do Brasil e pelos muitos controladores de ações do nosso amado Botafogo, vai tornar possível que nós façamos novamente o que mais amamos: ganhar troféus”, complementou.

Apesar da vitória nos EUA, a situação jurídica no Brasil segue complexa. Desde maio, os direitos da Eagle na SAF do Botafogo estão suspensos por ordem do juiz Marcelo Mondego de Carvalho Lima, da 2ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro.

O processo de recuperação judicial da SAF tramita na mesma vara, e a decisão americana não gera efeito automático no território brasileiro, dependendo de reconhecimento e eventual homologação para produzir impactos práticos aqui. 

No Rio, a SAF do Botafogo não enxerga validade jurídica na sentença da Flórida e afirma não estar preocupada com o desfecho nos EUA, segundo apurado pelo jornalista Leonardo Bessa, do “Lance!”. 

A reportagem indica que a SAF considera que o que foi decidido nos Estados Unidos não tem efeito automático no Brasil, onde vigora a suspensão dos direitos da Eagle e o processo de recuperação judicial sob condução da Cork Gully. 

Atualmente, 51% das ações da SAF estariam sob posse do Botafogo Social (clube associativo) e 49% com a Eagle Bidco, sob administração da Cork Gully, em meio ao processo de recuperação judicial.  Até o momento, Botafogo Social e SAF não se pronunciaram oficialmente sobre a decisão americana.

Divulgação / Botafogo
Reprodução / Vitor Silva / Botafogo
Vitor Silva/Botafogo

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