Esporte
Publicado em 17/10/2026, às 12h25 - Atualizado às 12h42 Reprodução / Redes Sociais / Instagram Cauan Borges
O atacante Richarlison, com passagem pela Seleção Brasileira, voltou a denunciar publicamente uma disputa judicial envolvendo uma mansão de luxo na Ilha Comprida, no Rio de Janeiro, e pediu que a Polícia Federal (PF) investigue o caso.
Em vídeo publicado nas redes sociais neste sábado (17), o jogador do Tottenham, da Inglaterra, afirmou que perdeu cerca de R$ 10 milhões investidos no imóvel e acusou o senador Flávio Bolsonaro (PL) de participar do episódio que resultou na perda da posse da propriedade.
📲 Clique aqui e inscreva-se no canal do BNews no Youtube!
Segundo Richarlison, a controvérsia começou entre 2020 e 2021, durante a pandemia de Covid-19, quando o atacnte negociou a aquisição do imóvel em parceria com o empresário Renato Velasco, então presidente do América-MG. O jogador afirma que recebeu propostas de compra, incluindo uma atribuída a Flávio, mas decidiu não vender a propriedade.
E aí que pegou. Como eu não quis vender, os caras pegaram na mão grande lá na justiça. A gente estava resolvendo a papelada na justiça. E eles falaram pra gente lá que demorava meses ou até ano pra resolver essa papelada. E aí, o que que pegou? Flávio Bolsonaro e o tal do Willer Tomaz foram lá em 24 horas. Pegaram a posse lá da ilha”, declarou o atacante.
No relato, Richarlison afirmou que a Justiça teria tratado o caso de maneira desigual e que a posse do imóvel foi transferida sem que o atleta recebesse qualquer valor pelo investimento realizado. O jogador também negou que sua intenção seja recuperar a propriedade, destacando que pretende receber o dinheiro que afirma ter perdido.
Os caras tomaram a ilha sem gastar um tostão, até onde eu sei. Eu não recebi nada. Gastei em torno de 10 milhões lá e não recebi nada. E nesse caso a justiça foi falha. Porque pra gente foi uma coisa e pros caras foi outra. Então peço ajuda aí a Polícia Federal também pra estar investigando”, afirmou.
O atacante aproveitou a repercussão do caso para pedir que seus seguidores cobrem explicações de Flávio Bolsonaro, que tem agenda prevista no Espírito Santo neste domingo (18). Natural de Nova Venécia, no estado capixaba, Richarlison também anunciou que pretende destinar parte do dinheiro, caso consiga recuperá-lo, ao hospital de sua cidade natal.
Eu nem quero a ilha de volta, não. Então aproveitando que voltou a circular nas redes sociais. Estou aqui pedindo ajuda à Polícia Federal. Agradecer aos meus fãs, ao povo aí que tem me ajudado aí também nas redes sociais. Então vamos tentar recuperar esse dinheiro aí”, disse.
A publicação do atacante também recebeu uma manifestação do perfil oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O chefe do Executivo comentou o caso com uma mensagem curta, em meio à repercussão política da denúncia: “Que a justiça seja feita”, escreveu Lula.
O caso envolve a Sport 70 Intermediação de Negócios Ltda., empresa ligada a Richarlison e ao então empresário Renato Velasco, que sustentava ter adquirido regularmente o imóvel. A propriedade de alto padrão conta com 11 suítes, piscina, quadra de tênis, heliponto, praia privativa e cachoeira.
A disputa se intensificou quando a WT Administração de Imóveis e Bens S.A., vinculada ao advogado Willer Tomaz, reivindicou direitos possessórios sobre a propriedade com base em contratos anteriores. O conflito foi levado ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) e, posteriormente, ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Em 2025, o STJ manteve o entendimento favorável à empresa ligada a Tomaz. A análise do recurso especial não permitiu um novo exame do conjunto de provas e das cláusulas contratuais, diante das limitações processuais aplicáveis a esse tipo de recurso.
Flávio Bolsonaro passou a ser associado à controvérsia por ter visitado a propriedade antes da conclusão das negociações e, posteriormente, retornado ao local acompanhado de Willer Tomaz. Conforme relatos divulgados à época, o senador também teria demonstrado interesse em adquirir o imóvel. Seu nome chegou a ser incluído como testemunha em uma das ações judiciais.
Aposentados, bolsonaristas e petistas discutem cenário das eleições antes de comício de Flávio na Barra: “Gangue vai acabar”
De verde e amarelo! Políticos baianos vestem camisa do Brasil em defesa de Lula