A crise entre a UEFA e a Fifa ganhou um novo capítulo e, mesmo após o presidente Gianni Infantino, retirar a proposta de venda de participações comerciais da Copa do Mundo e pedir desculpas às federações nacionais, a confederação europeia decidiu manter o boicote às competições e eventos organizados pela Fifa.
A decisão foi tomada pelas 55 federações filiadas à UEFA durante uma reunião de emergência realizada no fim de julho, depois que Infantino apresentou um projeto para atrair investimentos privados bilionários por meio da criação da Fifa Forward Enterprise (FFE).
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A forte reação da UEFA foi apontada como um dos fatores que levaram a Fifa a abandonar a iniciativa. Ainda assim, a entidade europeia afirmou que o recuo não foi suficiente para restabelecer a confiança na atual gestão.
Em comunicado, a UEFA informou que havia estabelecido duas condições para reavaliar a medida: o arquivamento definitivo da proposta de comercialização das principais competições da Fifa e garantias de que projetos semelhantes não voltariam a ser apresentados.
Segundo a entidade, nenhuma dessas exigências foi plenamente atendida. Além disso, reforçou que permanece sem confiança na presidência de Gianni Infantino.
Na última quarta-feira, durante uma reunião de emergência realizada no Marrocos, a Fifa reconheceu falhas na condução do processo e pediu desculpas às 211 associações filiadas por não terem sido consultadas previamente sobre o projeto.
Apesar da retratação, a Fifa reiterou o apoio a Infantino e destacou o desempenho da atual gestão, atribuindo ao dirigente parte do sucesso da mais recente edição da Copa do Mundo.