Geral

Brasileira revela 'rota de tráfico sexual' em mansão de bilionário; mais de 50 vítimas eram do Brasil

Brasileira denunciou ter sido vítima de violência sexual de financista bilionário  |  Reprodução / TV Globo

Publicado em 24/12/2025, às 09h36   Reprodução / TV Globo   Vagner Ferreira

A brasileira Marina Lacerda, Natural de Belo Horizonte (MG), denunciou ter sido vítima de violência sexual do bilionário e financista Jeffrey Epstein, que morreu em uma prisão de Nova York em agosto de 2019, onde aguardava pelo seu julgamento. De acordo com o portal CNN Brasil, cerca de 50 vítimas seriam do Brasil, e grande parte menores de idade. 

Marina se mudou para os Estados Unidos com apenas 8 anos e, na adolescência, enfrentava sérias dificuldades financeiras por ser imigrante e menor de idade. A porta de entrada para o esquema de Jeffrey Epstein surgiu em um ambiente de confiança: um grupo de jovens brasileiras de uma igreja em Astoria. Uma dessas amigas ofereceu uma solução financeira em troca de massagens ao bilionário, realizadas por "meninas novas". 

Siga o BNews no Google e receba as principais notícias no seu celular

Mesmo sem formação profissional, Marina aceitou o convite pela necessidade, sendo instruída pela amiga a realizar o serviço vestindo apenas biquíni ou sutiã, o que já sinalizava a natureza abusiva do convite disfarçado de oportunidade de trabalho.

Com apenas 14 anos, ela foi com essa amiga. Lá, foi conduzida por uma funcionária até um quarto de massagem escuro e com janelas lacradas, onde conheceu Jeffrey Epstein. A jovem foi instruída a tirar a blusa e,  ao se recusar e dizer que não estava confortável com os toques do homem, percebeu uma reação de irritação imediata por parte dos envolvidos. O bilionário, em seguida, começou a ficar agressivo. 

A brasileira disse ter reclamado da situação, mas a amiga logo disse: "Você nunca ganhou 300 dólares em 40 minutos". Depois, Marina lembra: "Discutimos, ela jogou o dinheiro na minha cara e falou para eu parar de reclamar, que eu precisava desse dinheiro e que ia me ajudar muito”, segundo a reportagem.

Sob pressão do bilionário, Marina passou a recrutar outras jovens, focando especialmente em imigrantes vulneráveis, sem documentos, sem rede de apoio familiar e em situação de extrema necessidade financeira. A residência de Manhattan tornou-se um destino para diversas jovens que viam no bilionário uma saída para a miséria, sem que a idade das vítimas fosse questionada. "Levamos várias brasileiras, infelizmente", lamentou Marina.

Marina foi procurada pelo FBI, a polícia federal americana, em 2008, para contar o que sabia sobre Epstein, mas, na época, teve medo de se pronunciar.

Clique aqui e se inscreva no canal do BNews no Youtube!

Classificação Indicativa: Livre


Tagsvítimaspolícia federaljovensNova YorkMGFBIviolência sexualsutiãbnewsvulneráveismanhattanimigranteagressivomassagensAstoriaMeninas novasMarina lacerda

Leia também


Presentes de Natal não agradaram ou não chegaram a tempo? Saiba o que fazer


Mega da Virada: Confira melhores opções para investir prêmio bilionário