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Publicado em 30/10/2024, às 16h05 - Atualizado às 18h37 Reprodução/Instagram @2radorjan Mariana De Siervi
O artista plástico do Rio de Janeiro, Wallace Pato, relatou em sua conta no Instagram, nesta quarta-feira (30), mensagens racistas que recebeu de um hotel de Amsterdã, na Holanda, o qual ele iria se hospedar. As informações são do Metrópoles.
As mensagens foram enviadas por meio do aplicativo Booking pelo Hotel Plantage. “Olá, sua reserva foi cancelada. Desculpe, mas não aceitamos pessoas negras no hotel”, dizia a mensagem enviada no dia 17 de outubro em inglês.
Wallace e um amigo, o também artista Gustavo Speridião, passariam cinco dias em Amsterdã durante uma viagem, depois de uma participação de Gustavo em uma exposição em Paris. Os dois estão atualmente em Roma.
Os dois perderam 570 euros, cerca de R$3,5 mil com a reserva, já que após as mensagens, eles não foram até o hotel e procuraram outro lugar para se hospedar, gastando mais 800 euros, o equivalente a R$5 mil. O dinheiro da primeira reserva não foi devolvido.
“Trocamos de hotel em cima da hora para preservar a integridade física, mesmo. Imagina, deixar tudo dentro do hotel depois de receber essa mensagem?”, afirmou Wallace à coluna. “Entramos em contato com o Booking, que ignorou e disse que só reembolsaria parte do dinheiro em crédito para usar em outra hospedagem. Fizeram pouco caso e não ligaram para nada”, relatou.
O hotel negou o envio das mensagens racistas e justificou que um possível ataque de “phishing” no aplicativo, ou seja, um golpe cibernético para roubo de dados, teria acontecido. Além disso, o estabelecimento afirmou que a reserva não foi cancelada, e que ficou "chocado" com o caso, além de tentar entrar em contato com Wallace e pediu à Booking que investigue o assunto
O hotel também publicou explicações, negando a autoria das mensagens, e um pedido de desculpas em sua conta no Instagram.
Porém, o artista plástico não acreditou no pronunciamento. “É uma maneira de eles tentarem escapar da situação”, disse, afirmando que acionou um advogado.
“O maior dano é psicológico. Já basta viver uma vida traumatizada por várias questões que vão te machucando com o tempo, é uma ferida que vai abrindo devagarzinho. Você, um artista, que tem seu conhecimento e de alguma forma é respeitado, vai fazer uma viagem a pesquisa, trabalho, e tem que ficar passando e repassando isso o tempo inteiro” comentou.
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