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BYD rompe com construtora chinesa e contrata empresa brasileira para concluir obras na fábrica de Camaçari

A definição da empresa que assumirá as atribuições da Jinjiang na obra ainda está em estudo  |  Divulgação / BYD

Publicado em 16/01/2025, às 19h03   Divulgação / BYD   Redação

A BYD informou, nesta quinta-feira (16), que encerrou definitivamente o contrato com a construtora Jinjiang e contratou uma empresa brasileira para realizar as adequações necessárias na fábrica de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador (RMS). Essa construtora será responsável pelos ajustes exigidos pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), visando à suspensão dos embargos parciais. 

O nome da construtora e o plano de ação serão divulgados nos próximos dias. A definição da empresa que assumirá as atribuições da Jinjiang na obra ainda está em estudo.

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O rompimento do contrato com a empresa chinesa aconteceu após o Ministério Público do Trabalho (MPT) encontrar trabalhadores em situação análoga à escravidão e constatar tráfico internacional de pessoas, durante uma operação na fábrica em dezembro. Na ocasião, foram resgatados 163 trabalhadores que se encontravam em situação degradante de trabalho e em condições insalubres. 

Obras na fábrica da BYD em Camaçari continuam em andamento. Foto: Divulgação

A BYD também comunicou que criou um comitê de compliance para acompanhar de perto a conclusão da obra. A primeira reunião aconteceu na última quarta-feira (8) quando o comitê foi oficialmente instituído e a segunda aconteceu na manhã desta quinta. Ele é formado por representantes da BYD, escritórios de advocacia, especialistas em direito trabalhista e segurança do trabalho, além de um consultor independente, que estão se reunindo periodicamente para acompanhamento e cumprimento da legislação brasileira e implementar melhorias nos processos durante todas as etapas da construção do complexo fabril. 

De acordo com a montadora chinesa, todos os trabalhadores mencionados na notificação de 23 de dezembro retornaram à China. A Jinjiang informou que realizou o pagamento de todas as verbas rescisórias, de acordo com as exigências das autoridades brasileiras e que, no momento, todos os trabalhadores estrangeiros estão hospedados em hotéis. Novas moradias estão sendo selecionadas para os que ficarem no país a trabalho e deverão seguir todas as normas brasileiras. 

Todos os trabalhadores das construtoras contratadas para a obra agora almoçam no refeitório e recebem as refeições de acordo com as regras trabalhistas. O espaço é o mesmo usado pelos colaboradores da BYD em Camaçari. 

A fábrica da BYD em Camaçari será uma das mais avançadas plantas de automóveis no país. Serão R$ 5,5 bilhões e quando o complexo estiver em pleno funcionamento o total de vagas vai chegar a 20 mil trabalhadores.  

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TagsBYDtrabalho análogo à escravidãofábrica em camaçariJinjiangrompimento de contrato

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