Geral
Publicado em 27/10/2026, às 09h30 Reprodução/ Pinterest Redação Bnews
O mundo da prostituição, ainda no século XXI, segue sendo um dos mercados mais disputados e rentáveis para os agenciadores. Atualmente há plataformas digitais fechadas onde as pessoas vendem conteúdo adulto, mas o encontro presencial ainda em bastante procura. Por isso, um gurpo de três mulheres criaram grupos restritos no Whatsapp para agenciar modelos em todo o país atuando à margem da lei com regras severas. As informações são do colunista Carlos Carone do portal Metrópoles.
As modelos atendem clientes de alto padrão composta por empresários, políticos e figuras públicas que buscam discrição e exclusividade. As três cafetinas conseguiram estabelecer uma rede de influência e controle que abrange diversas cidades brasileiras, especialmente as grandes capitais como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Elas operam com base em uma reputação construída ao longo dos anos, seja pela capacidade de selecionar as profissionais mais cobiçadas, seja pela discrição e segurança que prometem aos clientes de alto perfil.
Controlando uma pirâmide com até 12 grupos no WhatsApp que atinge mais de 600 integrantes em apenas um deles, há a cobrança de um “pedágio” fixo de R$ 300 por garota para conceder acesso às vagas. As mulheres estabelecem regras rígidas como a pontualidade, discrição com os clientes, higiene e a postura profissional.
As 'juízas' da pirâmide recebem denúncias, analisam comportamentos e, se necessário, convocam as profissionais para 'julgamentos' informais. Os motivos para um banimento podem variar: quebra de sigilo sobre a identidade de um cliente, comportamento inadequado durante um encontro, concorrência desleal ou até mesmo o descumprimento de acordos financeiros com as próprias cafetinas.
Ser banida por essa rede significa, para muitas, o fim da carreira no segmento de luxo. As consequências vão além da perda financeira, atingindo a reputação e, em alguns casos, a segurança das mulheres, que podem se ver isoladas em um ambiente onde o apoio informal é crucial.
O grupo Casting Elite World funciona como a vitrine máxima e o coração operacional de toda a rede, sendo o canal central onde os 15 a 30 agenciadores parceiros do trio lançam as ofertas de “jobs” mais cobiçadas e rentáveis do mercado VIP. Para figurar na seleta lista e disputar os atendimentos que chegam a pagar até R$ 10 mil por programa, as exigências postadas nos anúncios são inflexíveis: exige-se que as mulheres sejam “perfeitas de rosto e corpo”, com padrão visual de modelo ou figura pública, e com restrição absoluta a tatuagens visíveis ou intervenções estéticas artificiais marcantes.
Em conversa com o Metrópoles, sob a condição de anonimato, uma modelo contou que a inclusão do nome na lista negra inviabiliza a permanência no circuito de alto padrão, provocando o vazamento de contatos e imagens para agências no Brasil, na Europa e em Dubai.
O levantamento apontou ainda uma dinâmica estruturada de extorsão por meio do uso combinado do Tribunal e da Black List. A engrenagem tem início com o desligamento da profissional por justificativas banais, seguido pela inserção do nome no cadastro restritivo sob acusações infladas ou sem comprovação, como “não confiável” ou “problemática”.
BNews mobiliza operação multiplataforma para cobertura completa do resultado das eleições
Até quando vai chover em São Paulo? Veja os estragos e a previsão para os próximos dias