Política
O secretário de Mobilidade de Salvador, Pablo Souza, afirmou na manhã desta terça-feira (27) que a operação dos ônibus na capital baiana durante o segundo turno da eleição presidencial foi a mesma adotada durante o primeiro turno.
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Em entrevista à Band News, Pablo disse ainda que Salvador nunca operou com 100% da frota dos ônibus nas eleições.
Nós adotámos a mesma frota do primeiro turno no segundo turno. O que a resolução do TSE determina é um atendimento de frequência que seja condizente. Então, em nenhum momento o TSE determina 100% da frota. Eu conversei hoje com diversos secretários de mobilidade de capitais brasileiras do porte de Salvador. Nenhuma dessas cidades, seja o Rio de Janeiro em que o prefeito apoiou o Presidente Lula, seja João Pessoa em que o prefeito é do PSB e também faz parte da coligação que apoia o Presidente Lula, nenhum deles cumpriu 100% da frota. Nunca na história da cidade de Salvador houve 100% da frota nos dias de eleições", disse Pablo.
A informação dita por Pablo, no entanto, vai contra o divulgado pela própria prefeitura antes do segundo turno da eleição. No site oficial da prefeitura de Salvador, era informado que os ônibus iriam operar com 100% da frota durante o domingo (25). Veja a imagem:


Após a repercussão do caso, o texto foi editado e a informação retirada.
O titular da pasta acusou ainda apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de promoverem uma ação coordenada com um adesivaço de propagandas eleitorais nos veículos.
Oque aconteceu nesse domingo foi uma ação coordenada de apoiadores de um grupo político que buscaram impedir os ônibus de sair da garagem sem que esses ônibus, como o próprio Fábio Primo mencionou, que é o presidente do Sindicato, fossem alvo de um adesivaço. Eu tomei conhecimento dessa informação às 9:30, deixando claro que o "adesivaço" começou na madrugada por rodoviários que portam crachá da empresa e, portanto, têm acesso às garagens", declarou.
"A gente não impediu os ônibus sequer de saírem das garagens. Eu, pessoalmente, às 10 da manhã, fiz uma nota sobre o tema. As concessionárias estavam ali buscando fazer uma remoção e liberação gradativa, eu determinei a suspensão dessa medida e que os ônibus fossem para as ruas. E as pessoas de Salvador puderam verificar na prática ônibus rodando com adesivo político, sistematicamente do número 13, para que não haja aqui nenhum tipo de dúvida", disse.
O secretário disse ainda que não foi feita nenhuma proibição de circulação dos ônibus, e voltou a acusar os sindicalistas de reterem os coletivos para fazer o "adesivaço".
"Não foi feita a proibição de circulação de ônibus em função de adesivos. As pessoas puderam observar isso na prática. O que houve foi uma ação deliberada de apoiadores para poderem reter os ônibus e realizar um "adesivaço", afirmou.
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