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Publicado em 20/12/2024, às 17h14 David Santana/ BNews Alex Torres e Luca Pacheco
A Secretaria de Mobilidade de Salvador (SEMOB) realiza este ano mais uma edição do “Projeto Ser Cidadão, Ser Solidário”, que leva crianças atípicas de diversas instituições e grupos da cidade para o Natal do Centro Histórico. A ação é desenvolvida em parceria com a Diretoria de Iluminação da capital, a Secretaria de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esportes e Lazer (SEMPRE) e o consórcio Integra.
As crianças conhecem toda a decoração de Natal, a casa do Papai Noel e o show de luzes em todos os espaços da parte antiga da cidade, aproveitando todos os elementos natalinos espalhados na região.
Em conversa com o BNews, o Coordenador de Planejamento de Transportes da SEMOB, Raimundo Dortas, destacou a importância da ação.
"Essa iniciativa começou em 2022. A gente já vem trazendo. Foram, na época, cinco associações de crianças e mães atípicas para trazer, para conhecer, para incluí-las na sociedade, vendo um projeto tão bonito que é a luz de Natal, foi no Campo Grande, depois veio para cá. No ano passado já aumentou de cinco para sete. Esse ano já estamos com dez entidades, parceiras, com a SEMPRE, certo? E todo apoio da prefeitura, do secretário, apoiando a gente bastante nessa iniciativa, com a SEMPRE, com a diretoria de pessoas com deficiências, que aí a gente traz essas crianças para conhecer realmente, serincluídas na sociedade. Esse é o nosso projeto. Há três anos que a gente já vem fazendo", afirmou.
O coordenador também falou sobre a escolha das entidade.s
"Começou nesse ano do dia 16 até o dia 20. A SEMPRE ela que coordena as entidades. A gente só entra na parceria de trazer os ônibus iluminados com a empresa, fazer toda a parte logística de trazer os ônibus sem pegar congestionamento, porque tem crianças que são autistas e tem aquela situação da confusão, do trânsito. Trazer situações que possam ocorrer, a gente já vem com o batedor trazendo. Os carros ficam estacionados aqui na rua principal aqui, então eles já saltam perto e vêm pra conhecer toda a estrutura da luz de Natal", disse ele.
Raimundo Dortas destacou ainda a interação e alegria das crianças durante o passeio pelo Centro Histórico todo decorado e iluminado.
"Vou dizer você, pra gente não tem coisa mais linda, mais especial do que você vê que você está incluindo pessoas na sociedade. Você vê os meninos saltando do ônibus, abraçando, criança autista que tem dificuldade até de interagir com pessoas, lhe abraçam. Você vê crianças na cadeira, olhando, participando, você vê que elas participam. Isso é lindo bicho. Não tem coisa melhor no mundo. É uma semana que a gente chega lá na coordenação, lá na SEMOB, que a gente tem como sendo assim um fôlego para o ano que entra, certo? É indescritível a emoção, a sensação de você trazer e proporcionar que as pessoas que são tão excluídas a sentirem incluídas e percebidas na sociedade. Isso é o mais importante, é o que a gente sente mais alegria", ressaltou.
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A equipe do BNews também ouviu Gilmara Sobrinho, mãe de uma das crianças atípicas que visitaram o Centro Histórico na noite desta quinta-feira (19) pontuou a importância do projeto.
"Quando a instituição tem essa iniciativa, muitas vezes a gente sozinha em casa não vê. Mas quando junta um grupo de mães que vem com um professor, com alguém que nos auxilia e que nos leva, isso nos motiva a trazer também nossos filhos. Então, é muito bom, porque eles se divertem, participam, veem o Papai Noel, veem uma lindeza dessa, a gente fica satisfeito e as crianças também. Crianças que talvez não tivessem oportunidade de vir se não fosse o projeto", comemou ela.
Gilmara falou também do sentimento de presenciar a felicidade das crianças e destacou a atuação da Associação de Amigos do Autista da Bahia - AMA.
"É um sentimento indescritível, mais ou menos. Tem coisas que a gente não consegue descrever. É mágico, talvez, e é uma experiência que a gente leva pra vida toda. Só queremos repetir, se possível. (...) Talvez, se não fosse o trabalho da AMA, não teríamos revoluções que nós mesmo nem imaginaríamos. Às vezes olhamos nossos filhos e falamos, nossa, ele tá fazendo isso. Então é uma necessidade de vida, uma necessidade de desenvolvimento. É algo, assim, inexplicável também. Muito necessário, muito confortante. E eu tenho certeza que todo mundo que tá lá fica feliz, porque lá a gente vê evolução. E o que a gente quer para os nossos filhos é evolução. Só lembrar que todo autista tem capacidade, estão adormecidas e a gente precisa acordar essas capacidades. Eles têm o direito de estar aqui, de estarem em qualquer lugar. Inclusão é isso, e começa com essas iniciativas, ou da instituição, ou das próprias mães, ou até mesmo você entrevistando a gente pra gente poder falar sobre isso", disse ela.
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