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Publicado em 26/06/2025, às 12h41 - Atualizado às 13h08 Reprodução / Freepik Leonardo Oliveira
O café está praticamente em todo lugar e é uma das bebidas mais adoradas do mundo. Muitas pessoas só começam o dia depois de tomar uma boa xícara, seja nas padarias, nas prateleiras dos supermercados, nos preparos requintados dos baristas ou até nos memes das redes sociais.
O Brasil é o maior produtor de café do mundo e também um dos maiores consumidores, com uma média impressionante de 1.430 xícaras por pessoa ao ano, segundo levantamento da Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC). Há quem prefira o café coado, o espresso, o cappuccino ou um copo lotado de gelo. O queridinho do brasileiro é o café coado, aquele cafezinho preparado na hora.
Os métodos de infusão do café têm origem na França do século 18 e foram popularizados na Inglaterra no início do século 19. Somente em 1908 o primeiro filtro descartável de papel foi inventado pela alemã Amalie Auguste Melitta Bentz.
Explosão de sabores
De acordo com Giuliana Bastos, consultora de tendências de mercado da ABIC, o método de coar permite que o café expresse mais nuances sensoriais.
“Ele é diferente do espresso (preparado na máquina), que potencializa todos os atributos encontrados no grão de uma só vez. Um grão com característica mais ácida fica muito ácido no espresso, enquanto o doce fica mais doce”, detalha ao jornal O Globo.
Além do sabor, o café coado envolve um ritual no preparo. O ato de moer os grãos, sentir o aroma e acompanhar a transformação em líquido proporciona um momento de pausa e relaxamento. Para o barista e empresário Thiago Sabino, representante do Brasil na Brewers Cup, competição mundial de café filtrado, o café coado marca presença nos cinco sentidos.
“O ritual da preparação de uma xícara de café é muito importante. Os atos de moer os grãos e despejar a água são visualmente atraentes e reforçam o significado do café como momento de pausa e descanso”, comenta Bastos ao jornal O Globo.
Como fazer um bom café coado em casa?
O primeiro passo para um preparo eficiente é escolher o equipamento adequado. Para Giuliana Bastos, uma opção simples, mas eficaz, é o porta-filtro Hario V60.
Ela explica que esse modelo, com angulação de 60 graus, facilita a passagem da água quente e, por ter um orifício maior para o escoamento do líquido, resulta em uma quantidade ideal de café.
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Passo 1
“Antes de tudo, escalde todo o filtro com água quente. Assim, você já aquece seu conjunto de utensílios e elimina resíduos indesejáveis do papel que poderiam interferir no sabor”, orienta.
Passo 2
Depois de escaldar o porta-filtro e o filtro, começa a moagem dos grãos escolhidos. Usar um moedor – que pode ser manual ou elétrico, com diferentes preços e modelos – é fundamental para transformar o café em pó.
“Moer na hora é uma experiência rica em frescor e aromas”, afirma a especialista da ABIC.
No Brasil, os grãos mais comuns são o arábica (mais suave e aromático) e o robusta/conilon (mais forte e amargo). Além disso, diferentes tipos de torra – clara, média e escura – promovem variações no sabor do café.
“É importante lembrar que a qualidade do filtro influencia o sabor, mas mesmo com um bom filtro é fundamental usar café de qualidade”, orienta Sabino.
A qualidade do grão é essencial; por isso, vale procurar cafés com o selo de pureza e qualidade da ABIC, que assegura uma análise detalhada do processo de fabricação e monitoramento regular nos pontos de venda.
Passo 3
Com o café moído e o papel escaldado, deposite o pó no centro do filtro. O barista sugere usar cerca de 2 colheres de sopa (aproximadamente 20g) para 220ml de água.
Jogue fora a água usada para escaldar o filtro. Ferva uma nova porção de água e aguarde 30 segundos para que a temperatura baixe um pouco. Em seguida, faça a pré-infusão diretamente no pó.
“Despeje a água em pequenas quantidades sobre o pó, em movimentos circulares, das bordas para o centro do filtro, e deixe descansar por cerca de 30 segundos. Depois, despeje o restante da água lentamente no centro do filtro”, recomenda.
Passo 4
Ao final da preparação, sirva o café coado em canecas ou copos da sua preferência. Observe, enquanto o vapor ainda sobe, os sabores e aromas que mais se destacam. Isso ajuda a identificar suas preferências.
E claro, consuma com moderação. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomenda o consumo máximo de 200 miligramas de cafeína por dia para adultos, equivalente a cerca de duas xícaras de café.
Essa orientação segue a recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS), que indica até dois copos de café diários. Já a Food and Drug Administration (FDA), equivalente americana da Anvisa, sugere que adultos saudáveis podem ingerir até 400 miligramas de cafeína por dia.
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