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Publicado em 30/08/2026, às 15h10 Reprodução/ Youtube Canal Meio Bernardo Rego
O estudante do curso de História da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Diego Costa da Silva Araújo, que foi agredido por outros alunos da instituição na última terça-feira (25), falou sobre o caso em entrevista para o jornalista Pedro Doria do Canal Meio no Youtube.
Segundo relatos e vídeos que circulam nas redes sociais, Diego teria feito apologia ao nazismo antes de ser cercado, xingado e agredido por outros estudantes. O estudante estaria usando uma camiseta da banda britânica Death in June, que utiliza símbolos, nomes e uniformes militares associados ao movimento político que governou a Alemanha entre 1933 e 1945 sob a liderança de Adolf Hitler. Na entrevista ele nega ter qualquer ligação com o nazismo.
“Minha mente está pacífica. Eu não cometi nenhum crime. Nada do que me acusam é real”, disse o estudante de História. Ele acrescentou ainda se identificar com a esquerda. “Eu me identifico como esquerda, esquerda marxista", declarou.
"Eu não compactuo com os ideais fascistas, não compactuo com os ideais nazistas. Eu não sou nazista. Eu sou um estudioso do tema nazismo, seja no Brasil ou na Europa. E o meu interesse é puramente acadêmico. Entendo que o fascismo é uma coisa camaleônica. É até difícil apontar exatamente o que é fascismo, porque ele bebe de diversas fontes que são contraditórias entre si”, pontuou Diego.
Ainda na entrevista ele diz que não conseguiu processar direito o que aconteceu e está com diversos hematomas e dores pelo corpo, a exemplo do olho roxo.
Diego negou as acusações de participação em grupos extremistas. “Eu não possuo qualquer histórico de participar de grupo Redpill, de Telegram, de Discord, de grupos extremistas. Não faço parte de nada disso. Nunca tive contato com esses grupos dessa forma, apenas como um observador para entender os seus pensamentos”, afirmou.
O acadêmico de História também falou a respeito da camisa que teria motivado a agressão e Diego disse que a caveira representada na sua roupa é uma caveira de crânio neandertal.
“Não é a caveira da ‘SS’, é a caveira modificada. É uma caveira de um crânio neandertal. Existe esse detalhe. Você pode pegar a foto da caveira da ‘SS’ e a caveira da camisa que eu estava usando. Elas são diferentes”, disse.
Ele também negou que o broche que usava fazia apologia ao nazismo. “Eu estava com um pin grande, um broche de uma suástica dizendo ‘não’. Uma suástica com um proibido, dizendo que eu não sou só antinazista, eu sou duplamente antinazista. Eu estava negando este símbolo.”
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Em nota, a UFRJ afirmou que repudia qualquer manifestação de apologia ao nazismo, ao fascismo, ao racismo, ao antissemitismo e a todas as formas de intolerância e discriminação.
"A Universidade repudia manifestações de apologia ao nazismo, ao fascismo, ao racismo, ao antissemitismo, ao machismo e a todas as formas de intolerância e discriminação. Reafirma, ao mesmo tempo, que agressões físicas e outras formas de violência não podem ser admitidas como resposta a provocações, conflitos ou divergências, diz um trecho da nota.
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