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Publicado em 26/08/2026, às 09h24 - Atualizado às 10h12 Divulgação Alex Torres
O debate em torno do possível fim da escala 6x1 tem sido motivo de debate em todo o Brasil. Em meio a uma possível reformulação na estrutura de trabalho, empresas já tentam se movimentar para se adequar à futura realidade.
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A medida consiste nos colaboradores trabalharem por cinco dias e ganharem dois dias de folga na semana, um modelo chamado de 5x2. Atualmente, os trabalhadores têm direito a somente um dia de folga após atuarem por seis dias.
No atual momento, a Câmara dos Deputados já aprovou uma proposta para acabar com a escala 6x1 e estabelecer jornada de até 40 horas semanais em cinco dias. A medida, agora, está tramitando na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal, mas existe uma sinalização de parecer favorável por parte do relator Omar Aziz (PSD).
Mesmo sem martelo batido, as empresas não precisam esperar a mudança na Constituição para alterar escalas. Redes de farmácia como Raia, Drogasil, Drogaria São Paulo, Pacheco e Savegnago decidiram antecipar a transformação. Além delas, supermercados como Extrabom, Supernosso e Pague Menos também começaram a adotar o novo formato.
Em alguns casos, apesar dos dois dias de folga, empresas mantiveram a carga semanal de 44 horas. Portanto, a mudança está na distribuição dos dias trabalhados e não, neste momento, em uma redução para 40 horas.
Caso a mudança seja aprovada definitivamente, a jornada de trabalho não cairá de 44 para 40 horas imediatamente. O texto cria um período de transição e, inicialmente, o limite deve cair para 42 horas semanais. Nesse momento, os trabalhadores também passarão a ter direito aos dois dias de descanso.
Pelo texto aprovado pela Câmara, a transição completa acontecerá em até 14 meses depois da promulgação da emenda constitucional. Agora, o texto precisa passar pela CCJ antes de chegar ao Plenário do Senado Federal. Vale destacar que, em caso de aprovação, o projeto não poderá ter sanção ou veto da presidência da República.