Economia & Mercado

Rede de supermercados famosa antecipa fim da escala 6x1 e implanta novo método de trabalho; saiba como funciona

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Projeto piloto altera escala em três lojas e prevê dois dias de folga por semana sem redução da carga horária  |   Bnews - Divulgação Ilustrativa | Freepik
Tiago Di Araújo

por Tiago Di Araújo

tiago@bnews.com.br

Publicado em 23/02/2026, às 08h30



Uma das principais redes varejistas de Minas Gerais, o Grupo Supernosso anunciou a substituição da tradicional escala 6x1 por um novo modelo de organização da jornada. A iniciativa será testada inicialmente em três unidades da rede a partir de março.

Pelo formato adotado, os colaboradores das áreas operacionais passarão a trabalhar cinco dias por semana, com dois dias de descanso. Apesar da mudança na distribuição das folgas, a carga horária semanal permanece em 44 horas, conforme estabelece a legislação trabalhista.

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De acordo com a empresa, a principal alteração está na duração da jornada diária. Em vez das 7h20 praticadas na escala 6x1, os funcionários cumprirão 8h48 por dia. As folgas poderão ocorrer de forma consecutiva ou alternada, a depender da escala definida internamente.

Projeto piloto e expansão

Segundo o grupo, a reformulação faz parte de um projeto experimental que busca avaliar impactos operacionais e de produtividade. A expectativa é que, caso os resultados sejam positivos, o novo modelo seja gradualmente estendido às demais unidades ainda este ano.

A direção da rede afirma que a iniciativa pretende contribuir para a redução do desgaste físico e emocional das equipes, além de melhorar o equilíbrio entre vida pessoal e profissional.

Debate nacional sobre a escala 6x1

A discussão sobre o fim da escala 6x1 também ganhou força no Congresso Nacional. Neste mês, uma proposta que trata do tema foi encaminhada à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, presidida pelo deputado federal Leur Lomanto Júnior.

O assunto, no entanto, divide opiniões no setor produtivo. Para José Velloso, presidente-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos, eventuais mudanças na escala podem elevar custos operacionais e afetar a competitividade das empresas.

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