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IA tem gerado ansiedade e desengajamento, explica especialista e consultor digital do BNews

O especialita e consultor digital trouxe uma reflexão sobre a necessidade de humanização em tempos de Inteligência Artificial (IA)  |  Reprodução / BNews Tv / Youtube

Publicado em 12/03/2026, às 23h32   Reprodução / BNews Tv / Youtube   Leonardo Oliveira

O jornalista e consultor em jornalismo digital do BNews, Guilherme Ravache. destacou em entrevista ao BNews Agora 2ª edição, desta quinta-feira (12), diretamente do maior festival de inovação do mundo, South by Southwest (SXSW) 2026, em Austin (EUA), a necessidade de humanização em tempos de Inteligência Artificial (IA). Ele relacionou o caso da deputada Erika Hilton a discussões globais sobre conexão humana, ansiedade social e impacto das redes.

“O caso da Erika Hilton pode parecer distante, mas tem tudo a ver com o que está sendo discutido no festival. Muitos falam que o humano precisa voltar para o centro, se conectar com o próximo, entender as outras pessoas. A gente fala muito de IA, mas olhando o dado que eu peguei em uma palestra hoje: 70% dos trabalhadores estão desengajados. Não veem a importância daquilo que fazem. E isso é um dado importante”, explica.

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“Você não ver a importância no seu trabalho, faz com que o funcionário seja desengajado. Não é preguiça. Tem até um termo pra isso. A Jennifer B. Wallace que deu a palestra hoje, fala do social perfect anxiety, as pessoas estão com ansiedade de parecem perfeitas nas redes sociais. Então quando você junta tudo isso (preconceito, redes sociais amplificando tudo isso, temor da IA), a gente está em um mundo que as pessoas estão muito ansiosas”, complementa Ravache.

Ele também trouxe uma reflexão de como os algoritmos amplificam agressividade das pessoas para que chamem atenção. “Muita gente que ataca a outra nas redes sociais, quando encontra na vida real, acaba agindo de maneira diferente. Então as redes, os algoritmos que estão nas redes, também amplificam isso. Eles fazem com que as pessoas na tentativa de parecerem melhores, até se tornem mais agressivas para chamar atenção”, afirma.

“Ela tem a impressão que quando ela ataca e alguém bate palma pra ela ou até comenta criticando, ela se vê o centro da atenção. Essa discussão é muito importante na tecnologia hoje em dia. Até que ponto a IA que gera os algoritmos, que estimula esse tipo de comportamento divisivo, não precisa ter ética. As grandes empresas de tecnologia também precisam olhar isso com mais cuidado”, explica.

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