Economia & Mercado

Fabricante multinacional de automóveis tem prejuízo bilionário com carros elétricos e acende alerta para crise global

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Montadora teve o primeiro prejuízo bilionário desde que abriu capital e o futuro para o seguimento pressiona o setor de automóveis  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Freepik
Gabriel Santana

por Gabriel Santana

Publicado em 12/03/2026, às 14h47



A indústria automotiva está na corrida pelo protagonismo dos carros elétricos e o momento é de ajuste entre as montadoras, principalmente com a empresa japonesa Honda, que anunciou um prejuízo anual de US$ 3,6 bilhões (RS 18,5 bilhões na cotação atual).

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É o primeiro prejuízo da montadora asiática em quase 70 anos desde que abriu capital, após rever a sua estratégia de eletrificação e cancelar três modelos que seriam produzidos nos Estados Unidos. De acordo com a Veja, o impacto foi tão forte que a empresa abandonou a previsão anterior de lucro que estava estimada em cerca de US$ 3 bilhões (R$ 15,6 bilhões, na cotação atual).

Para enfrentar a crise, os executivos da Honda decidiram reduzir os próprios salários de forma voluntária. O presidente da montadora, Toshihiro Mibe vai cortar 30% da remuneração por três meses, enquanto outros diretores terão reduções de cerca de 20%.

O rombo está ligado a uma ampla reestruturação avaliada em US$ 15,7 bilhões (R$ 817.1 bilhões) , que inclui o cancelamento de projetos de veículos elétricos planejados para o mercado estadunidense.

Motivos para a queda da produção

Os motivos apontados pelos executivos foi a queda na demanda dos automóveis. O impacto financeiro foi imediato e as ações da Honda negociadas nos EUA recuaram cerca de 8% após o anúncio.

Os analistas entendem que o cancelamento completo da produção planejada para os EUA foi uma surpresa, pois a expectativa era apenas de redução do ritmo, não de abandono de projetos.

Outro ponto é a pressão no mercado chinês, que é o maior mercado para carros elétricos no mundo. Por lá, as empresas estrangeiras têm perdido espaço para as montadoras locais, porque as chinesas oferecem modelos mais avançados e baratos comparados aos do restante do mercado.

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